Redação - Folha Extra
POLÍTICA - A Assembleia Legislativa do Paraná promoveu nesta terça-feira (19) a audiência pública “Infâncias Protegidas: O Silêncio que Adoece e a Urgência de Agir”, com foco no combate à violência contra crianças e adolescentes, especialmente os casos de abuso sexual. O debate foi proposto pelo deputado estadual Professor Lemos e reuniu representantes do poder público, especialistas, integrantes do Ministério Público, lideranças sociais e profissionais da área de proteção à infância.
Durante a audiência, os participantes discutiram formas de prevenção, acolhimento das vítimas e fortalecimento das redes de proteção. Segundo o deputado Professor Lemos, a violência sexual contra crianças é uma das situações mais graves enfrentadas pela sociedade e exige atuação conjunta dos órgãos públicos e da comunidade.
O parlamentar alertou para o aumento da exposição de crianças e adolescentes nas redes sociais e destacou que muitos casos de violência ocorrem dentro do ambiente familiar. De acordo com ele, a prevenção e a orientação às famílias são fundamentais para evitar que os abusos continuem acontecendo de forma silenciosa.
A deputada estadual Luciana Rafagnin também participou do encontro e apresentou dados relacionados aos atendimentos realizados pelo Hospital Pequeno Príncipe. Segundo ela, em 2025 foram registrados 637 atendimentos envolvendo suspeitas de maus-tratos e violência sexual contra crianças. Desse total, 64% dos casos envolvem suspeita de abuso sexual e 72% ocorreram dentro de casa.
A presidente do Instituto AMMA, Fernanda Popoaski Szwaidak, afirmou que a informação e a educação são ferramentas essenciais para prevenir a violência infantil. Segundo ela, campanhas educativas e projetos sociais desenvolvidos em escolas e comunidades buscam orientar crianças, famílias e profissionais sobre sinais de abuso e formas de denúncia.
O procurador de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior Neto, coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos do Ministério Público do Paraná, destacou a importância da comunicação imediata de casos suspeitos aos órgãos competentes. Ele reforçou que professores, médicos e demais profissionais têm obrigação legal de informar situações de suspeita ou confirmação de violência envolvendo crianças e adolescentes.


