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Após polêmica, organizadoras esclarecem atrasos no Castra+Paraná 2 e destacam sucesso de castrações em Wenceslau Braz

Maria Cristina Martins e Marceia Rodrigues explicam que aumento inesperado no número de gatos, ampliação de vagas, critérios veterinários de segurança e obras na cidade contribuíram para os atrasos

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

WENCESLAU BRAZ - A repercussão em torno dos atrasos registrados durante o Castra+Paraná 2, realizado no último sábado (28), em Wenceslau Braz, levou as organizadoras locais da ação, Maria Cristina Martins e Marceia Rodrigues, a se manifestarem publicamente para esclarecer os motivos da demora no atendimento e apresentar um balanço oficial do mutirão. Veja o vídeo.

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Segundo elas, apesar dos transtornos pontuais relatados por alguns tutores, a ação teve saldo considerado altamente positivo, com 189 animais castrados gratuitamente, entre cães e gatos, dentro de um programa federal voltado ao controle populacional e à saúde pública animal.

De acordo com as responsáveis, o principal fator para o atraso foi a demanda acima da projeção inicial, especialmente entre os felinos. A equipe técnica havia preparado uma logística com divisão de horários entre cães e gatos, mas a quantidade de gatos superou o esperado, alterando o ritmo previsto para os atendimentos.

Além disso, o número de vagas foi ampliado além da estimativa inicial, o que aumentou ainda mais o fluxo de animais e tutores no local.

Outro ponto que impactou a organização foi a realização de obras de pavimentação no entorno do espaço, o que dificultou o trânsito de veículos e a circulação do público durante parte da operação.

As organizadoras também ressaltaram que alguns animais não puderam passar pelo procedimento por questões estritamente técnicas e de segurança veterinária.

Entre os principais impedimentos estiveram jejum inadequado, peso fora dos parâmetros exigidos, idade incompatível e problemas de saúde identificados na triagem clínica.

Segundo elas, nesses casos, a prioridade absoluta foi preservar a vida dos animais.

“Se o veterinário identificava qualquer risco, a castração não era realizada. O objetivo era garantir total segurança, sem colocar nenhum animal em perigo”, explicaram.

Maria Cristina e Marceia reforçaram ainda que a ação contou com equipe especializada, unidade móvel totalmente regularizada, estrutura de emergência e suporte no pós-operatório, inclusive com acompanhamento de animais de rua atendidos durante o mutirão.

A dupla também destacou que a repercussão nas horas seguintes foi majoritariamente positiva, com tutores relatando boa recuperação dos pets e agradecendo pela oportunidade de acesso gratuito ao procedimento.

Para evitar novos transtornos, a organização já discute ajustes para a próxima etapa do programa, que pode ocorrer entre agosto e setembro. Entre as mudanças estudadas está a possibilidade de trazer a unidade móvel por dois dias, separando o atendimento de gatos e cães.

A medida deve otimizar o fluxo, reduzir o tempo de espera e ampliar ainda mais o alcance da iniciativa no município.

Além do impacto direto no bem-estar animal, as organizadoras reforçam que o mutirão tem reflexos importantes na saúde pública, no combate ao abandono e na redução de animais em situação de rua, pontos considerados estratégicos para Wenceslau Braz e toda a região.

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