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Produtores da região enfrentam dificuldades com baixa no preço de verduras e legumes

Queda nos valores pagos ao produtor contrasta com promoções nos mercados e gera prejuízos no campo

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

A queda no preço de verduras e legumes nas prateleiras dos mercados tem sido bem recebida pelos consumidores, mas no campo a realidade é bem diferente. Produtores rurais do Norte Pioneiro relatam prejuízos significativos, especialmente na produção de tomate, uma cultura sensível às oscilações do mercado e aos altos custos de produção.

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Nas últimas semanas, promoções e superofertas de produtos do meio rural garantiram um alívio no orçamento das famílias. Para quem consome, o cenário é positivo. Já para quem produz, o impacto é o oposto. A desvalorização dos alimentos compromete a renda, sobretudo de pequenos e médios produtores e daqueles que trabalham de forma independente, muitas vezes sem apoio, escala ou poder de negociação.

“Produto bom, tomate de primeira, e olha o preço que eu fui receber. É desanimador”

Produtor de tomate em estufa em Santana do Itararé, Luiz Antônio conta que recebeu valores extremamente baixos pela comercialização do tomate nos últimos dias. Segundo ele, caixas do produto, consideradas de primeira qualidade, foram vendidas com lucros entre R$ 5, R$ 8 e R$ 10 cada.

“Produto bom, tomate de primeira, e olha o preço que eu fui receber. É desanimador”, relata. De acordo com o produtor, o valor considerado mínimo para cobrir os custos deveria girar em torno de R$ 100 por caixa, com peso médio entre 18 e 20 quilos.

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Luiz explica que o preço não é definido pelo produtor. A mercadoria é enviada para centros de comercialização em São Paulo, como na Ceasa, onde o valor é estipulado apenas após a venda. “A gente manda o produto e não fica sabendo de nada. Só depois vem o pagamento, e aí você vê o prejuízo”, afirma.

Além do valor baixo recebido, ainda há descontos com frete e comissões. “No fim das contas, sobrou R$ 5 por caixa para mim. Teve vez que mandei 77 caixas e não chegou a dar R$ 700”, lamenta. Segundo ele, o dinheiro não paga nem os custos de colheita.

“Aqui, fazendo a conta, eu recebi R$ 0,25 o quilo. É uma diferença absurda”

Enquanto o produtor recebe centavos por quilo, o preço ao consumidor final é muito mais alto, mas caro. Luiz conta que recebeu fotos de supermercados em São Paulo vendendo 180 gramas de tomate grape por R$ 2,99, o que equivale a cerca de R$ 16 o quilo, e que na região os preços chegam a ser quase os mesmos. “Aqui, fazendo a conta, eu recebi R$ 0,25 o quilo. É uma diferença absurda”, compara.

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Mesmo com o cenário desfavorável, o produtor continua colhendo para não perder totalmente a produção. “A gente trabalha porque gosta do que faz, mas está muito difícil”, resume. Ele trabalha praticamente sozinho, com a ajuda do filho, e ainda tenta articular a criação de uma associação de produtores no município, diante da revolta generalizada entre quem vive da estufa.

Situação parecida foi vivida por Cláudio da Silva Santos, de 52 anos, ex-produtor de tomate em Wenceslau Braz, que deixou a atividade em junho de 2024 após cerca de 14 anos no ramo. Segundo ele, uma das principais razões para largar o ramo foi justamente a falta de equilíbrio entre custos e preços pagos ao produtor.

"Já teve época de pagar centavos só para gerar nota”

“Tive outros problemas, mas um dos principais fatores que me fez desistir é o preço. Hoje, o custo para produzir um pé de tomate gira entre cinco e seis reais. Entra adubo, inseticida, fungicida, tudo caro”, explica. De acordo com Cláudio, em uma estufa com mil pés é possível colher até 300 caixas, mas só há lucro se cada uma for vendida por cerca de R$ 50.

Ele afirma que acompanha constantemente relatos de outros produtores da região e o cenário é semelhante. “Todo mundo reclama. Tem produtor mandando tomate para a Ceasa e recebendo cinco reais por caixa, às vezes menos. Já teve época de pagar centavos só para gerar nota”, relembra.

Cláudio destaca que o tomate é uma das lavouras mais imprevisíveis que existem. “Quando sobra, ninguém quer e o preço despenca. Quando falta, o preço dispara, mas ninguém tem para vender”, diz. Segundo ele, quem permanece na atividade precisa planejar o plantio ao longo do ano, com estufas intercaladas, para tentar equilibrar perdas e ganhos.

Outras culturas também apresentam o mesmo problema para os produtores, que acabam tendo pouco lucro. No entanto, o tomate é o que mais está resultando em prejuízo no momento, por seu alto custo de produção e baixo preço nos mercados.

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