DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA
Com mais de 11 mil casos confirmados e 20 mortes ao longo de 2025, a dengue deixou um rastro de preocupação no Norte Pioneiro. A região esteve entre as mais afetadas do Estado, segundo dados oficiais da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), evidenciando o avanço da doença e a necessidade de reforço nas ações de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti.
De acordo com o último boletim epidemiológico com dados do ano passado, divulgado nesta terça-feira (13), a 19ª Regional de Saúde de Jacarezinho confirmou 6.705 casos de dengue no período, um dos maiores registros de todo o Estado. O número elevado de infecções resultou em dez óbitos. Os municípios de Carlópolis e Joaquim Távora concentram a maior quantidade de mortes, com três registros cada, chamando a atenção das autoridades sanitárias para a gravidade do cenário local.
Carlópolis lidera também em número de casos, com 2.043 confirmações e três mortes. Cambará aparece logo atrás, com 1.485 casos e um óbito. Jacarezinho contabilizou 610 casos e uma morte, enquanto Joaquim Távora somou 578 confirmações e três óbitos. Santana do Itararé registrou 123 casos, mas com dois óbitos, o que reforça que mesmo cidades com menor número de infecções podem sofrer impactos severos da doença.
Na área de abrangência da 18ª Regional de Saúde de Cornélio Procópio, o cenário também foi preocupante. Foram confirmados 4.683 casos de dengue em 2025, igualmente com dez mortes. Andirá liderou em número de casos, com 1.163 confirmações e dois óbitos. Cornélio Procópio registrou 152 casos e duas mortes. Nova América da Colina teve 246 casos e um óbito, Nova Fátima 345 casos e dois óbitos, Rancho Alegre 119 casos e uma morte, Ribeirão do Pinhal 514 casos e um óbito, e Sertaneja 135 casos com um registro fatal.
No geral, o Norte Pioneiro do Paraná registrou um total de 11.388 casos e 20 óbitos por dengue no ano passado. Diante desse quadro alarmante, especialistas reforçam que os cuidados essenciais continuam sendo a principal arma contra a dengue. Eliminar água parada em quintais, calhas, pneus e recipientes abertos, manter caixas d’água bem vedadas, usar repelentes regularmente e procurar atendimento médico ao surgirem sintomas como febre alta, dor no corpo e atrás dos olhos são medidas fundamentais para reduzir novos casos e evitar mortes.

