
["Em janeiro, OAB chegou a pedir a interdiu00e7u00e3o do local "] (Foto: Folha Extra)
Um local construído na década de 1950 para abrigar 19 pessoas detidas por algum problema com a lei atualmente está lotado, com cerca de oito vezes mais detentos do que sua capacidade. Como resultado, problemas e mais problemas que afetam os servidores públicos que trabalham no local, comerciantes e moradores vizinhos da carceragem e até mesmo os próprios detentos.
A carceragem registrou a ocorrência de diversas fugas nos últimos meses, além de que, quase que semanalmente, algum pacote com drogas e celulares é interceptado pelos agentes carcerários ao ser arremessado para dentro da cadeia. Como se não bastassem os problemas “corriqueiros” de uma cadeia no Brasil, mais uma denúncia envolvendo a carceragem em Ibaiti deixou a população preocupada.
De acordo com relatos de familiares de detentos, o local está à beira de um surto de tuberculose que está contaminando os presos. O caso teria chego até o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB de Ibaiti por meio de uma denúncia realizada pela esposa de um detento. A mulher teria relatado conversas que ouviu durante uma visita que realizou ao marido onde presos falavam do risco de uma epidemia da doença.
Em contato com o Depen (Departamento Penitenciário), a OAB foi informada de que a doença foi detectada em três presos, sendo que estes foram transferidos para o Complexo Médico Penal em Pinhas, região metropolitana de Curitiba. Em nota, o Depen Curitiba informou que a doença foi confirmada em apenas um preso.
Apesar disso, segue o receio dos familiares dos detentos, pois a tuberculose é uma doença transmitida por vias aéreas, isto é, espirro, tosse ou estar exposto ao mesmo ambiente onde se encontra a pessoa doente. Resta saber qual é a próxima coisa que vem por aí, na bomba relógio de Ibaiti.


