Políticas públicas permanentes de incentivos e subsídios financeiros aos produtores de café foram alguns dos temas abordados na audiência pública realizada na manhã de terça-feira (26) na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Por proposição dos deputados Schiavinato (PP), Pedro Lupion (DEM) e Anibelli Neto (PMDB), o evento contou com a participação de representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), da Emater, de prefeitos, entidades de classe do setor agrícola, além de cafeicultores.
“O objetivo é propor alguma inciativa em conjunto com a Assembleia, com o Governo do Estado, para retomar o desenvolvimento cafeeiro. Vemos a necessidade de retomar estre crescimento da produção porque o café é muito importante para o Paraná. Portanto, esta audiência serviu e serve para traçarmos a partir de agora algumas alternativas de apoio”, avaliou Schiavinato.
O Paraná, segundo dados apresentados na audiência, produz cerca de 1,5 milhão de sacas de café ao ano. Quase a totalidade da produção vem da agricultura familiar. Para isso, aprimorar as técnicas de colheita, bem como ampliar a estrutura da produção, são fundamentais. A Câmara Setorial do Café no Paraná apresentou na audiência pública dez sugestões para auxiliar os produtores. Dentre elas, a criação de um plano de renovação das lavouras, ampliação do parque cafeeiro, facilitação de acesso aos mercados, seguro agrícola, além de financiamento de maquinário e equipamentos.
“Esta Casa e seus representantes sabem o que o café significa para uma propriedade, e não basta lembrarmos a produção de café com saudosismo, deixando de lado a importância da geração de renda para as famílias. O Paraná precisa ampliar a política pública de apoio e fomento”, ressaltou Walter Ferreira Lima, gerente da Câmara Setorial do Café.
A mecanização da produção foi outo ponto lembrando pelo coordenador técnico da Cocamar Robson Luiz Bernabe Ferreira. Para ele, instrumentalizar os cafeicultores é uma das alternativas para aperfeiçoar a colheita.
“O trabalho braçal de colheita do café é penoso, mais demorado e compromete efetivamente o resultado. Por isso, se colocarmos outras formas de auxiliar estes produtores, certamente haverá aumento na produtividade e na renda”.
Sendo um dos principais produtores do Estado, o município de Carlópolis tem 850 famílias envolvidas com o cultivo do café, numa área plantada de 6.500 hectares, resultando numa produção de cerca de 200 mil sacas ao ano. O prefeito Hiroshi Kubo (PSDB), juntamente com alguns dos cafeicultores e com o grupo de Mulheres do Café, apresentou alguns dos pleitos dos produtores.
“Sempre estivemos na contramão do país. Sempre que o café tinha algum problema na sua produção e no mercado, o município esteve sempre em crescimento. Por isso, precisamos de alguns investimentos e incentivos, com tratores comunitários e uma política de financiamento e aval por parte do poder público”.


