
["Ex-presidente e Favreto"] (Foto: Reprodução/Internet)
O domingo (8) foi marcado por expectativas e frustrações com relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por volta das 10h, a cúpula petista e seus militantes chegaram a comemorar a decisão do desembargador Rogério Favreto do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. A decisão foi tomada durante plantão no TRF-4.
De acordo com Favreto, o habeas corpus poderia ser concedido a Lula devido a um fato novo, a pré-candidatura para as eleições de outubro. Com isso, o desembargador de plantão decidiu no lugar do relator e também desembargador João Pedro Gebran Neto que, por sua vez, determinou que a ordem não fosse cumprida.
O “cabo de guerra” só teve fim após o presidente do TRF-4, Thompson Flores, decidir por manter Lula preso. Segundo ele, a pré-candidatura do ex-presidente já era um fato público na época do julgamento, não havendo nada a ser decidido pelo plantonista.
Após o bate e rebate, que envolveu até mesmo o Juiz Federal Sérgio Moro, alguns fatos relacionados ao desembargador chamaram a atenção nesta segunda-feira (9). Antes de assumir o cargo no TRF-4, Favreto era filiado ao Partido dos Trabalhadores entre 1991 e 2010 e exerceu cargos em governos petistas. Em 2016, o desembargador foi o único a votar a favor da abertura de um processo administrativo disciplinar contra Moro e pedir seu afastamento.
Já em 2017, Favreto foi alvo de uma reclamação onde o autor afirmava que o desembargador utilizava um blog para fazer críticas as atuações de Moro frente aos processos da Lava Jato. O processo acabou sendo arquivado pelo Conselho Nacional de Justiça.
Além disso, o desembargador é alvo de seis pedidos de providência junto ao Conselho Nacional de Justiça, onde advogados, políticos e membros do Ministério Público pedem apuração de possíveis atos de infração disciplinar do desembargador.



