Redação - Folha Extra
NORTE PIONEIRO - A região do Norte Pioneiro do Paraná tem ganhado destaque no turismo regional com o fortalecimento da rota Angra Doce, um circuito de 160 quilômetros que atrai motociclistas, ciclistas e turistas interessados em experiências gastronômicas e contato com a natureza. Localizada ao longo da PR-218, a rota liga os municípios de Carlópolis e Ribeirão Claro e tem se consolidado como um destino turístico diferenciado, com paisagens às margens da Represa de Chavantes e uma variedade de atrativos naturais e culturais.
Continua após a publicidade

O pastel com massa de café e recheio de tilápia se tornou um símbolo gastronômico da região e tem sido uma das atrações mais comentadas pelos viajantes que percorrem o trajeto. A receita inusitada pode ser encontrada na Lanchonete e Caldo de Cana Amaral, em Carlópolis, um dos principais pontos de parada dos motociclistas que visitam o Norte Pioneiro. O proprietário do estabelecimento, Rodrigo Aparecido Amaral, destaca que o prato é inspirado na identidade agrícola, cafeicultora e pesqueira da região, e que a criação tem ajudado a impulsionar o movimento no comércio local.

Além do pastel, os visitantes também encontram outras opções típicas como sorvete de café, caldo de cana, sobremesas feitas com o grão e produtos artesanais, como os queijos da queijaria local e bebidas produzidas por destilarias da região. A presença desses itens no cardápio dos estabelecimentos reforça o vínculo entre a produção agrícola regional e a valorização do turismo gastronômico.
A rota Angra Doce é parte de uma iniciativa conjunta entre os estados do Paraná e São Paulo e compreende municípios das duas margens da Represa de Chavantes, formada pelo reservatório da Usina Hidrelétrica de Chavantes. O percurso oferece aos visitantes trilhas, áreas de banho, canoagem, mergulho, voos de parapente, mirantes e a maior tirolesa do Paraná, localizada na Estância Pedra do Índio. A estrutura inclui ainda chalés para hospedagem em meio à natureza e pontos de observação como os mirantes Angra Doce e Véu da Noiva.
O turismo de motociclistas tem tido papel fundamental no crescimento econômico local. Segundo o Viaje Paraná, órgão estadual de promoção turística, esse perfil de viajante movimenta diretamente o comércio e ajuda a fortalecer pequenos e médios empreendimentos ao longo do trajeto. De acordo com o diretor-presidente da instituição, o uso da moto como motivação de viagem vem crescendo e sendo reconhecido como um segmento relevante para o desenvolvimento do setor.
Entre os destaques naturais do roteiro está o Morro do Gavião, ponto de referência para trilhas e atividades ao ar livre, além da Ponte Pênsil Alves de Lima e da Ponte Benedito Garcia Ribeiro, que marcam a divisa entre o Paraná e São Paulo e proporcionam belas vistas para o pôr-do-sol sobre a represa. Outro atrativo turístico importante é a Capela Nossa Senhora de Fátima, em Ribeirão Claro, de onde se avista a Represa de Chavantes.
Na parte paulista da rota, os visitantes também têm acesso a trilhas, rafting, cachoeiras e outras atividades de esporte e lazer em meio à natureza. Essa integração entre os dois estados amplia as possibilidades do circuito Angra Doce como destino turístico completo, voltado à gastronomia regional, ao turismo de aventura e à contemplação ambiental.
Com estrutura voltada ao acolhimento de grupos sobre duas rodas e atrações que valorizam o patrimônio natural e cultural do Norte Pioneiro, a rota Angra Doce segue em expansão, fortalecendo o turismo rural e de experiência na região.