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Campos Gerais sentem primeiros efeitos com corte de 700 empregos em Jaguariaíva e ameaça à produção de mel em Arapoti

Com mais de 900 toneladas de mel ao ano e 280 famílias envolvidas na produção, Arapoti teme perder principal mercado consumidor

DA REDAÇÃO - FOLHA EXTRA

 

ARAPOTI - A recente decisão de Donald Trump, de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros exportados para o país norte-americano, acendeu o alerta máximo em Arapoti, nos Campos Gerais do Paraná. Reconhecido nacionalmente como o maior produtor de mel do Brasil, o município teme que a medida afunde um setor que sustenta diretamente mais de 280 famílias e movimenta a economia da cidade com uma produção anual superior a 900 toneladas.

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De acordo com Ricardo Rodrigues Pedroso, presidente da AAPICAF – Associação dos Apicultores e Meliponicultores Campos Floridos, uma das empresas responsáveis pela comercialização do mel de Arapoti com os Estados Unidos já suspendeu as compras imediatamente após o anúncio da tarifa.

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Ricardo Rodrigues Pedroso, presidente da AAPICAF – Associação dos Apicultores e Meliponicultores Campos Floridos - Foto Divulgação

 

“Por sorte, estamos no período de entressafra da flor de capixingui, o tipo de mel mais vendido aos americanos. Mas a coleta recomeça já em agosto — e a grande pergunta é: vamos ter mercado para vender essa produção?”, disse Ricardo em entrevista à Folha Extra.

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Impacto direto nas famílias e na economia regional

A cadeia produtiva do mel em Arapoti é majoritariamente familiar e cooperativada, envolvendo pequenos e médios produtores que atuam desde a coleta até o envase do produto. A possível perda do principal mercado ameaça não só a renda das famílias, mas o equilíbrio de uma economia que depende fortemente do setor rural.

“São famílias inteiras envolvidas. Quando se para de comprar o mel, você não está só deixando de exportar — você está tirando comida da mesa de quem vive disso”, afirma Ricardo.

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Exportar para outros mercados? Nem tão simples

Apesar de haver interesse de países europeus e asiáticos na qualidade do mel brasileiro, o volume de compra e a constância das encomendas não se comparam ao mercado americano. Ricardo reconhece a possibilidade de redirecionar a produção para outros mercados, mas reforça que isso dependerá do esforço das empresas exportadoras — e também da reação diplomática do governo brasileiro.

“Estamos fazendo um apelo às autoridades. Essa é uma questão que precisa ser resolvida no campo político, com diálogo. Não podemos aceitar que milhares de famílias brasileiras paguem por uma guerra comercial que não começaram”, declara.

A AAPICAF, entidade que representa os apicultores de Arapoti, emitiu nota oficial nesta semana pedindo a mobilização de representantes do governo federal, do Itamaraty e do Ministério da Agricultura para buscar uma saída diplomática e tentar a reversão da tarifa antes de 1º de agosto, data prevista para sua entrada em vigor. Leia nota na íntegra abaixo.

Panorama preocupante para o Paraná

Arapoti soma-se agora a outras cidades que já estão sendo afetadas diretamente pelas tarifas anunciadas por Trump. Em Jaguariaíva, também nos Campos Gerais, a empresa BrasPine Madeiras suspendeu as atividades de exportação e colocou 700 trabalhadores em férias coletivas, impactando severamente a economia do município.

BrasPine Madeiras em Jaguariaíva, suspendeu as atividades de exportação e colocou 700 trabalhadores em férias coletivas

 

O que se vê é o início de um efeito cascata que ameaça setores tradicionalmente fortes no Paraná e que dependem da exportação para os Estados Unidos. A esperança, segundo representantes dos produtores, é que o governo federal atue com agilidade e articule um caminho para proteger os trabalhadores brasileiros e manter o fluxo de exportações em funcionamento.

LEIA NOTA NA ÍNTEGRA DA AAPICAF

 

 

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