Buscar

Carregando...

Carregando favoritos...

Newsletter image

Assine nossa Newsletter

Junte-se aos mais de 10k+ de pessoas que serão notificadas por nossas novidades e notícias.

Não se preocupe, sem SPAM! Você pode cancelar a qualquer momento.

Confirmidade com a LGPD

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Ao continuar a utilizar o nosso site, você aceita o uso de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Uso.

Receba Notícias no WhatsApp

Cadastre-se para receber as principais manchetes diretamente no seu celular.

* Ao clicar em inscrever-se, você será redirecionado para o WhatsApp para enviar a mensagem de confirmação.

Publicidade
Anúncio

Itaipu discute agricultura regenerativa e sua contribuição para o enfrentamento das mudanças climáticas

Debate inclui programação da 62ª Conferência dos Órgãos Subsidiários da ONU (SB62), que está sendo realizada na Alemanha

DA REDAÇÃO/ASSESSORIA – FOLHA EXTRA

Nas discussões sobre o enfrentamento das mudanças climáticas, a substituição de fontes fósseis por energias renováveis é prioridade, mas a agricultura regenerativa é um tema que vem ganhando força nesta 62ª Conferência dos Órgãos Subsidiários da ONU (SB62), de 16 a 26 de junho em Bonn, na Alemanha. O evento é uma preparação para a Conferência Mundial do Clima (COP30), que será realizada em Belém, em novembro.

Continua após a publicidade

ATENÇÃO: Faça parte da nossa comunidade no Facebook e veja nossas notícias em primeira mão, acesse aqui e siga nossa página.

Para o Brasil, trata-se de um tema vital, uma vez que o país tem um duplo destaque no cenário mundial das mudanças climáticas: por um lado é um país com forte participação de renováveis na matriz elétrica, o que o coloca como um líder natural na transição energética. Por outro, pesam os impactos negativos do mau uso do solo, com o desmatamento, queimadas e práticas agrícolas insustentáveis, como monoculturas extensivas, excesso de pesticidas e falta de manejo adequado.

Nesse contexto, as práticas da agricultura regenerativa constituem um tema em ascensão, apontando um caminho para conciliar uma atividade humana essencial, que é a produção de alimentos, com a conservação dos ecossistemas e suas consequências positivas para o clima.

O assunto foi tema de um debate que reuniu, na última sexta-feira (20), a presidente e fundadora da Natural Capitalism Solutions, Hunter Lovins, o coordenador-geral da Aliança pela Soberania Alimentar da África, Million Belay, e a chefe do escritório de Brasília, à frente dos temas internacionais da Itaipu, Lígia Leite Soares. O debate teve mediação de Merijn Dols, co-fundador do Fórum da Economia do Futuro e representante da NOW Partners.

Continua após a publicidade

Lígia abriu o debate apresentando as experiências da Itaipu em 434 municípios do Paraná e Mato Grosso do Sul e que fazem parte do programa Itaipu Mais que Energia. Para a empresa, os cuidados com a água, o solo, as pessoas e os ecossistema são atividades indissociáveis da geração hidroelétrica, demonstrando uma relação intrínseca entre o cultivo de alimentos, a produção energética e a qualidade da água.

A apresentação também passou por iniciativas de impacto social e que estão alinhadas à Agenda de Ação proposta pelo governo brasileiro para a COP30 (especialmente no eixo Transformação na Agricultura e nos Sistemas Agrícolas), tais como: o projeto das Cozinhas Solidárias Sustentáveis (que abrange o combate à pobreza energética, substituição de gás de cozinha por biogás e a valorização do trabalho de cuidado nas comunidades, especialmente pelas mulheres); o programa Desenvolvimento Rural Sustentável (de apoio e assistência técnica a 7 mil famílias de agricultores familiares); e inovações tecnológicas (como o uso de inteligência artificial em aplicações diversas que vão desde a gestão de dados territoriais até o fortalecimento das conexões entre consumidores e produtores familiares orgânicos).

“Para fazer as mudanças necessárias nos meios de produção e consumo, é fundamental ouvir as pessoas e valorizar as soluções locais. Por isso, a Itaipu implementa suas ações com gestão participativa e usa a inovação como ferramenta de promoção da justiça social, fortalecendo as pessoas e a transição ecológica nos territórios”, afirmou.

Continua após a publicidade

Million Belay também aposta nas soluções locais para garantir mais sustentabilidade à produção de alimentos na África. Ele falou sobre as dificuldades de enfrentar a narrativa de que fora do modo industrial de produção agrícola e sem as sementes industrializadas não é possível produzir comida suficiente. Uma das iniciativas nesse sentido é a campanha “My food is Africa” (Meu Alimento é a África), que busca valorizar a cultura alimentar do continente.

Outra frente está no intercâmbio com o movimento de agricultores familiares do estado indiano de Andhra Pradesh, que envolve cerca de 800 mil pequenos produtores em transição para a agroecologia. As lições aprendidas levadas pelos indianos para a África são as mesmas que podem ser observadas na área de atuação da Itaipu, e incluem: abordagem de base comunitária; o foco na saúde do solo; drenagem correta da água da chuva para aumentar a resiliência climática; práticas naturais que aumentam a diversidade da microbiologia do solo; e apoio governamental para aumentar a escala dos projetos, entre outras.

“Entre os resultados, vemos que hoje os negociadores africanos estão tratando da agroecologia no âmbito do G77+China. Vemos também que União Europeia incluiu as práticas agrícolas sustentáveis como medidas de enfrentamento da crise climática no Conselho do Clima”, comentou Belay.

Hunter Lovins destacou como as práticas agroecológicas são um caminho para promover a regeneração dos ecossistemas e do clima, e para a promoção da justiça climática, dando resiliência àqueles que estão entre os primeiros impactados. “Estamos falando de fazer desses pequenos produtores familiares não as vítimas, mas os heróis do clima”, sentenciou Hunter, encerrando com prognóstico positivo: “Todos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estão relacionados à agricultura. Ou seja, sabemos como resolver a crise climática e vamos fazer isso”.

Receba nossas notícias no WhatsApp!

Entre no grupo Folha Extra 01 e fique por dentro de tudo.

Notícia Anterior
Equipes do Norte Pioneiro são atropeladas e começam mal a segunda fase do Paranaense
23/06/2025
Próxima Notícia
Governo lança programa para reduzir filas de espera no SUS com reforço de especialistas e uso da rede privada
23/06/2025