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Pesquisa sobre perfil socioeconômico da população chega em mais cidades da região nesta semana

Durante esta semana, mais de 20 municípios da região receberão os pesquisadores em uma iniciativa que é considerada a mais abrangente já conduzida por um governo estadual

Nesta semana, mais de 140 municípios paranaenses vão receber equipes de pesquisadores do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), para a realização da Pesquisa por Amostra de Domicílios do Paraná (PAD-PR), sendo que, destes municípios, 21 pertencem às regiões do Norte Pioneiro e dos Campos Gerais. A iniciativa é considerada a mais abrangente já conduzida por um governo estadual no Brasil e tem como objetivo traçar um retrato detalhado das condições de vida da população paranaense.

Pela programação, 60 mil residências em todo território paranaense devem ser alvo do levantamento, com as entrevistas previstas para serem executadas até o final de julho. O estudo dará subsídios para a geração de estatísticas que identifiquem o perfil das famílias do Paraná, com informações relativas às condições de moradia, trabalho, renda, nível de escolaridade, hábitos e condições alimentares.

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Desde o início da ação, até a semana passada, já foram visitados 185 municípios. Os trabalhos foram concluídos em 50 localidades, enquanto em 40 delas a cobertura chegou a 80% das entrevistas projetadas, e, nesta semana, as pesquisas vão continuar em 144 cidades do Estado. Entre estão Arapoti, Jaguariaíva e Sengés, dos Campos Gerais.

Já do Norte Pioneiro, as cidades que vão receber os pesquisadores nesta semana são Abatiá, Andirá, Bandeirantes, Carlópolis, Congonhinhas, Conselheiro Mairinck, Cornélio Procópio, Guapirama, Itambaracá, Jaboti, Jacarezinho, Nova Fátima, Ribeirão Claro, Ribeirão do Pinhal, Santo Antônio da Platina, São Jerônimo da Serra, São José da Boa Vista e Tomazina.

Contudo, até o momento, mais de 40 mil domicílios já receberam os pesquisadores, totalizando 28.053 entrevistas. Cerca de 10.068 domicílios foram visitados três vezes, sem que os moradores pudessem ser localizados. Nesses casos, foram deixadas correspondências para posterior agendamento das entrevistas.

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“A nossa pesquisa por amostragem domiciliar está em expansão, nós já atingimos mais de 55% do programado e temos um planejamento de encerrá-la até final de julho, para então que essas informações sejam trabalhadas dentro do Ipardes, interpretadas e divulgadas para a população”, disse o diretor-presidente do Instituto, Jorge Callado.

A projeção é que os primeiros dados possam ser divulgados ainda neste ano, sendo disponibilizados por meio de um painel interativo no site do Ipardes, que incluirá relatórios, tabelas e gráficos estatísticos. A pesquisa é importante para diversas áreas, como o monitoramento das políticas públicas e a proposição de novos projetos, além de servir à iniciativa privada, para que os setores possam planejar os seus investimentos.

TRIPLO DE AMOSTRAGEM

A PAD-PR será mais ampla e detalhada em relação à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), coordenada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o maior levantamento já conduzido por um governo estadual, englobando o triplo da amostragem da PNAD, cujo alcance se limita, no máximo, a 20 mil entrevistas no Paraná. Isso significa que o volume atual de entrevistas concluídas pela PAD-PR já supera o da entidade nacional.

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A pesquisa é financiada com recursos do Fundo Paraná, gerido pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), e que conta com 2% da receita tributária anual do Governo do Estado.

IDENTIFICAÇÃO

A duração das entrevistas é estimada em 10 a 15 minutos. Os pesquisadores são identificados com coletes do Ipardes, crachá com foto e informativos sobre a PAD-PR. Todos os dados são coletados de modo anônimo, protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O uso desse material é exclusivo para fins estatísticos. De acordo com o Ipardes, a participação da população é fundamental para que a pesquisa seja bem-sucedida, contemplando todas as particularidades das diferentes regiões do Estado.

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