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Torcedores do Ferroviário de Wenceslau Braz recriam uniforme clássico e homenageiam lendas do time

A paixão pelo time moveu fãs da cidade e do mundo para recriar a famosa camisa tricolor e reviver momentos históricos

O clima de nostalgia tomou conta da cidade de Wenceslau Braz quando torcedores e fãs do antigo time do Ferroviário, com o apoio de muitos outros apaixonados pela história da equipe, decidiram resgatar a camisa icônica que marcou gerações nos gramados. A iniciativa, que começou em 2022, em plena pandemia, com um grupo de amigos brazenses espalhados por diversas regiões, resultou em um projeto coletivo que não só reviveu a camiseta do clube, mas também resgatou histórias que estavam guardadas na memória de muitos há anos.

"A paixão pelo Ferroviário é algo que nunca se apagou em Wenceslau Braz. Mesmo com o passar dos anos, o time ainda está no coração de muita gente. Quando começamos a conversar no grupo de WhatsApp, logo veio à tona o desejo de resgatar a camisa do time", conta Valdir José Ribeiro, um dos idealizadores do projeto de resgate da camiseta.

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 Antiga equipe do Ferroviário. Em pé: Desidério, Althair Panichi, Picão, Cláudio, Palinha, Edivaldo. Agachados: Panquinha, Zélio, Zezé, Fernando Maluf, Adolfinho. Foto: Arquivo Pessoal

A equipe do Ferroviário tem uma história que se mistura com a própria construção da cidade, o que torna seu simbolismo ainda mais profundo para os moradores mais antigos. Fundado em 1934, um ano antes da criação oficial da comarca de Wenceslau Braz, o clube surgiu como uma diversão para os trabalhadores da Estrada de Ferro que residiam na cidade. Ao longo das décadas de 70, 80 e 90, o Ferroviário se tornou um dos maiores símbolos da cidade, com suas partidas dominando os domingos à tarde no estádio Getúlio Vargas.

Da esquerda para a direita, em pé: Ari, Beto, Milo, Zizo, Ito, Althair Panichi. Agachado: Panquinha, Miguel, Moreira, Zezé e Dunha. Foto: Arquivo Pessoal

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Durante seus dias de glória, o Ferroviário enfrentou grandes nomes do futebol, não apenas brasileiro, mas também internacional. Alceu Almeida de Oliveira, o Panquinha, foi um dos jogadores da equipe na época e, em uma reportagem publicada pela Folha em 2018, ele conta que enfrentou grandes jogadores brasileiros e também de outras seleções pelo clube.

“Vários jogadores renomados vieram jogar aqui em Wenceslau Braz. Garrincha, Beline que foi capitão da copa de 1958, Djalma Santos entre outros que vestiram a camisa da seleção. Já tive o prazer de jogar com o Pedro Rocha, capitão da seleção do Uruguai”, relata. “Aquele tempo lotava o estádio, tinha vestiário, lugar para guardar as chuteiras, até massagista a gente tinha. Naquela época era tudo organizado, muito gosto o Ferroviário Esporte Clube”, contou Panquinha, relembrando os momentos de glória da equipe.

Alceu (Panquinha) em meio aos ídolos da seleção brasileira Edu e Beline. Foto: Arquivo Pessoal

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Contudo, os dias de glória do Ferroviário se encerraram, e o clube ficou apenas na memória dos torcedores e ex-jogadores, que hoje, relembram dos momentos passados com orgulho e emoção. Com todo esse orgulho guardado e as histórias acompanhando a história dos antigos torcedores, um grupo de amigos brazenses decidiu que a fama da equipe não ficaria mais apenas nas lembranças, e que criariam um meio de reviver os bons momentos.

Valdir José Ribeiro, um dos organizadores da recriação, explicou como surgiu a ideia. "A paixão pelo Ferroviário é algo que nunca se apagou em Wenceslau Braz. Mesmo com o passar dos anos, o time ainda está no coração de muita gente. Quando começamos a conversar no grupo de WhatsApp, logo veio à tona o desejo de resgatar a camisa do time", contou Valdir, que se mudou para a cidade ainda criança e acompanhou os jogos do Ferroviário desde pequeno.

Em 2022, durante o período de isolamento social imposto pela pandemia, o grupo de amigos criou uma espécie de "arquivo vivo" nas redes sociais. Valdir, junto com outros membros, como Laércio Fonseca, teve a ideia de resgatar a camisa tricolor do Ferroviário, um item que muitos lembravam com carinho, mas que há tempos não era visto nas ruas de Wenceslau Braz. A partir daí, o projeto começou a ganhar forma.

“O Laércio foi quem deu a ideia, e eu fiquei encarregado de desenvolver o projeto. Buscamos a confecção da camisa retrô, a número um, tricolor, vermelha, preta e branca, além da versão branca”, explicou Valdir. A resposta foi impressionante: mais de 350 camisas foram confeccionadas para atender aos pedidos dos torcedores.

Elias Maftun, um dos maiores técnicos da história do Ferroviário, foi homenageado com uma das camisetas. Foto: Divulgação

A ação não se limitou à confecção das camisetas. Muitos ex-jogadores, ex-presidentes e torcedores receberam homenagens especiais com a entrega das camisas. Entre as homenagens, uma das mais emocionantes foi para Elias Maftun, um dos maiores técnicos que o Ferroviário já teve, que aos 90 anos recebeu sua camisa personalizada, como um reconhecimento de sua contribuição ao time.

Outro momento tocante foi a homenagem ao ex-presidente Delenir de Oliveira, que foi uma das figuras fundamentais na formação do Ferroviário. "Ele ficou muito emocionado ao receber a camisa, e nós conseguimos fazer isso um ano antes de seu falecimento, o que foi uma grande satisfação para todos nós", relatou Valdir. Além de Delenir, outros nomes importantes, como Juvenal Luziano e Anordo, também foram lembrados com a entrega da camiseta, como forma de reconhecimento pela dedicação ao time e à cidade.

Ex-presidente do Ferroviário, Delenir de Oliveira com a camisa resgatada do clube. Foto: Divulgação

O resgate da camisa do Ferroviário se tornou, assim, mais do que uma simples homenagem: foi uma forma de reatar laços e reviver um tempo de glórias para a equipe e para a cidade de Wenceslau Braz. E, como destacou Valdir, "esse projeto não para por aqui. Temos muitas histórias ainda para contar e muito mais para fazer".

Contudo, a confecção das camisas está disponível por R$ 69,90 e pode ser personalizada com o nome do torcedor ou de alguém que se deseje homenagear, como ex-jogadores ou ícones do clube. Para fazer a encomenda, basta entrar em contato com Valdir pelo telefone (15) 99786-6272.

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