Buscar

Carregando...

Carregando favoritos...

Newsletter image

Assine nossa Newsletter

Junte-se aos mais de 10k+ de pessoas que serão notificadas por nossas novidades e notícias.

Não se preocupe, sem SPAM! Você pode cancelar a qualquer momento.

Confirmidade com a LGPD

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Ao continuar a utilizar o nosso site, você aceita o uso de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Uso.

Receba Notícias no WhatsApp

Cadastre-se para receber as principais manchetes diretamente no seu celular.

* Ao clicar em inscrever-se, você será redirecionado para o WhatsApp para enviar a mensagem de confirmação.

Publicidade
Anúncio

Paranaense fica 31 dias na cadeia por engano

Darci Rodrigues de Lima, de 53 anos de idade, foi confundido com um outro indivíduo que está sendo procurado por tráfico e homicídio no Mato Grosso

Um morador de Prudentópolis, na região Centro-sul do Paraná, passou 31 dias atrás das grades por equívoco da Justiça. Darci Rodrigues de Lima, 53 anos, trabalha como autônomo e foi preso na rodoviária da cidade, no dia 26 de fevereiro. Conforme análise posterior, ele estava de fato preso por engano, o que só foi descoberto na semana passada, quando um advogado teve conhecimento do caso numa visita ao presídio.

“Fazemos visitas de rotina para conversar com nossos clientes, que nos relataram a situação estranha que envolvia o sr. Darci, o qual afirmava sequer saber o motivo pelo qual estava preso”, informou o advogado Leonardo Alessi.

Continua após a publicidade
Anúncio

“Nossa equipe fez uma checagem minuciosa dos autos da ação e da execução penal e constatou que houve um equívoco”, revelou o advogado.

Segundo ele, Darci, de Prudentópolis, foi confundido com um homônimo, condenado por tráfico de drogas e homicídio no Mato Grosso. “O nome é igual, mas os outros dados são completamente diferentes”, afirmou Alessi.

Alessi conversou com o trabalhador, que lhe contou que nunca respondera a uma ação penal em Mato Grosso, estado também no qual nunca esteve.

O advogado entrou com um pedido de habeas corpus solicitando a imediata soltura de Darci. O Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT) percebeu o “gravíssimo erro” e emitiu o alvará de soltura. O trabalhador deixou a prisão na sexta-feira (28).

"O corregedor-geral da Justiça do TJMT, desembargador José Luiz Leite Lindote, assim que soube do caso por meio de uma solicitação da imprensa, determinou a abertura de um procedimento interno para apurar se houve erro de algum servidor do Poder Judiciário mato-grossense. Caso comprovado, as devidas responsabilizações serão aplicadas”, disse o Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT).

Enquanto esteve preso, Darci escreveu dois bilhetes à família contando a situação. “Eu não devo nada, você sabe disso, eu não quero ficar aqui”, relatou o trabalhador num pedaço de papel direcionado à filha.

Alessi disse que irá entrar com processo contra o Estado do Mato Grosso pedindo a reparação dos danos sofridos pelo trabalhador. “Desde o momento da prisão até o reconhecimento do equívoco, se passaram mais de 30 dias. Foi uma prisão ilegal, uma privação de liberdade”, garantiu.

Em resposta à questionamentos sobre o caso, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT) afirmou que “o corregedor-geral da Justiça do TJMT, desembargador José Luiz Leite Lindote, assim que soube do caso por meio de uma solicitação da imprensa, determinou a abertura de um procedimento interno para apurar se houve erro de algum servidor do Poder Judiciário mato-grossense. Caso comprovado, as devidas responsabilizações serão aplicadas”.

Receba nossas notícias no WhatsApp!

Entre no grupo Folha Extra 01 e fique por dentro de tudo.

Notícia Anterior
Produção agrícola no Norte Pioneiro acelera com soja colhida e milho plantado
02/04/2025
Próxima Notícia
Bombeiros lançam capacitação para atender pessoas com Transtorno do Espectro Autista
02/04/2025