Nos dias atuais, é comum que jovens enfrentem desafios emocionais e sociais que, muitas vezes, passam despercebidos pelos pais. A rotina agitada e os desafios dos dias muitas vezes impedem que os pais percebam mudanças sutis, mas que são extremamente significativas, no comportamento dos filhos. No entanto, algumas dessas alterações podem ser os primeiros sinais de problemas sérios na juventude, como envolvimento com drogas, bullying, ameaças ou sofrimento psicológico.
Conforme explica a psicóloga Hellen Martins, os pais desempenham um papel essencial na vida emocional e no desenvolvimento dos filhos, mas muitas das vezes, sinais de sofrimento psicológico podem passar despercebidos, até que o problema seja grave. “Mudanças no comportamento, nas interações sociais e no desempenho escolar podem indicar que algo não vai bem e esses sinais precisam ser vistos e acompanhados pelos pais”, afirmou a psicóloga.
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“Caso os pais notem estes sinais, a escuta ativa e o acolhimento são passos fundamentais, além de que procurar um tratamento adequado e ajuda especializada também são caminhos que podem evitar problemas maiores e sofrimentos futuros”, afirma a psicóloga.
Segundo as orientações da psicóloga, um dos primeiros sinais de que algo não vai bem na vida de um jovem é uma mudança repentina e abrupta em sua personalidade. Entre os primeiros sinais de que um adolescente está sofrendo com estas mudanças é a perda de interesse por atividades que antes era prazerosa, além do aumento de explosões emocionais, raiva excessiva ou comportamento opositor.
“Além destes sinais que os jovens apresentam quando estão em algum processo de sofrimento emocional, a hipervigilância ou o medo excessivo pode ser um indicativo de que esteja sofrendo bullying ou exposição a ambientes e situações constrangedoras e hostis”, explica Hellen.
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O desempenho escolar dos jovens também pode contar muito sobre seu estado emocional. De acordo com as explicações da psicóloga, a queda repentina no rendimento escolar pode estar fortemente ligada aos problemas emocionais ou até mesmo ao uso de substâncias psicoativas, enquanto a evasão escolar ou a resistência em frequentar o ambiente podem ser indícios de que esteja sofrendo bullying, ansiedade social ou até mesmo depressão, em casos mais severos.
Fora da escola, mas dentro de casa, o comportamento e a rotina dos adolescentes também merecem uma observação mais cautelosa vinda dos pais. Mudanças na alimentação, padrões de sono irregulares e isolamento social são sinais que não devem ser ignorados.
“Tanto distúrbios de sono quanto mudanças nos hábitos alimentares podem estar fortemente associados à depressão e à ansiedade, enquanto o isolamento social pode ser um forte indicativo de que o jovem esteja passando por situações de discriminação, bullying ou transtornos emocionais”, explicou a psicóloga.
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Além dos problemas emocionais, alguns sinais podem representar o envolvimento com entorpecentes, algo que tem se tornado cada vez mais comum e prejudicial entre os jovens. Olhos avermelhados e dilatados, cheiros incomuns nas roupas e objetos pessoais, além da mudança repentina no comportamento são alguns dos sinais que podem ser notados pelos pais.
“Estes sintomas podem estar fortemente ligados ao uso de drogas. Além disso, a fadiga constante dos jovens também pode estar ligada a este fator, ou também pode ser um sinal de depressão ou ansiedade”, disse Hellen.
Contudo, os problemas psicológicos não param apenas em sintomas ou mudanças de comportamento. Dependendo da gravidade do problema emocional, os jovens podem começar a se autoagredir, o que pode levar a fins ainda piores, como o suicídio.
Portanto, é de suma importância que os pais se mantenham atentos a estes sinais e, conforme explica Hellen Martins, que procurem tratamento adequado caso seus filhos apresentem algum destes sintomas frequentemente. “Caso os pais notem estes sinais, a escuta ativa e o acolhimento são passos fundamentais, além de que procurar um tratamento adequado e ajuda especializada também são caminhos que podem evitar problemas maiores e sofrimentos futuros”, afirma a psicóloga.