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Votos de renovação deixam nomes tradicionais de fora da bancada paranaense

Votos de renovação deixam nomes tradicionais de fora da bancada paranaense

Outro destaque das eleições paranaenses foi para a renovação das cadeiras, que deixou nada mais, nada menos que 13 atuais deputados fora da nova bancada, que deve assumir em 2019. Entre eles, nomes já consolidados na política como o de Nereu Moura (MDB), que já gozava de seu 8° mandato com mais de 30 anos com cadeira cativa na Assembleia, ficaram de fora do movimento “renovação” lançado nas urnas no último dia 7.

Veterano do Partido dos Trabalhadores, Péricles de Mello também deixa a Assembleia após as eleições deste ano, ficando de fora da lista dos 54 mais votados, o candidato à reeleição teve apenas 27.397 votos.

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As atuais deputadas Mara Lima (PSC) / Claudia Pereira (PSC) também não tiveram tanta sorte com a reeleição, sendo que dois dos três nomes femininos da casa foram substituídos por candidatas de primeira viagem.

Além dos já citados, outros nomes estaduais não embocaram a reeleição. Adelino Ribeiro (PRP) / Ademir Bier (PSD) / Alexandre Guimarães (PSD) / Andre Bueno (PSDB) / Elio Rusch (DEM) / Evandro Junior (PSDB) / Hussein Bakri (PSD) e Palozi (PSC).

Roberto Requião, um dos percursores do MDB, partido historicamente ligado à esquerda, deixa sua cadeira no Senado após oito anos sucessivos como senador pelo Paraná. A não reeleição do ex-governador foi recebida com surpresa por todos, visto que ele aparecia entre os dois primeiros em todas as pesquisas, no entanto foi mais um político deixado para atrás pelo povo paranaense.

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Quem tentou mudar de cadeira também teve surpresas nesta eleição. O atual deputado estadual Marcio Pauliki (SD) apareceu como candidato à deputado federal, mas não obteve votos suficientes para ir para Brasília. O mesmo aconteceu com Alex Canziani (PTB) que deixa a câmara na disputa uma das duas vagas no Senado, ficou em quarto lugar e não se elegeu.

O então senador Alvaro Dias (Podemos), no auge de seus 50 anos na política, tentou a corrida para o planalto, mas foi interrompido pela votação ínfima e o 11° lugar, entre 13 presidenciáveis.  Alvaro obteve 859.574 votos contra mais de 49 milhões do primeiro colocado Jair Bolsonaro (PSL).

O ex-chefe da Casa Civil e então deputado federal Valdir Rossoni (PSDB) também perdeu seu lugar na câmara, contribuindo para que o Paraná não elegesse nenhum deputado do partido tucano neste ano.

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E por fim, o ex-governador Beto Richa (PSDB) não emplacou como senador, tendo apenas 377.872 votos, ficando como quinto colocado e com os crescentes escândalos da operação Lava Jato, a carreira política de Richa fica incerta.

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