A disputa para subir a rampa do Palácio do Planalto no dia 1º de janeiro de 2019 foi para o segundo turno. O candidato à presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, consolidou o favoritismo apresentado nas pesquisas e conseguiu 46% dos votos (49.275.358). Em segundo lugar, o candidato do PT, Fernando Haddad, somou 29,2% dos votos (31.541.839). Agora, os eleitores voltam as urnas no próximo dia 28 para decidir quem vai comandar o país pelos próximos quatro anos.
Na região, Bolsonaro venceu Haddad em quase todas as cidades, exceto Ribeirão do Pinhal onde o candidato do PT conseguiu 99 votos a mais do que o candidato do PSL. No município de Wenceslau Braz, Bolsonaro conquistou 59,9% dos votos (6.405), contra 17,3% de Haddad (1.858). Em Jacarezinho, o candidato do PSL conquistou 48,9% (10.973) contra 26,4% do candidato do PT (5.925). Já em Santo Antônio da Platina, Bolsonaro chegou a 60,3% dos votos (14.317), contra 19,3% de Haddad (4.585). Em Arapoti, Jair conquistou 62,8% dos votos (8.884) e Haddad 17,1% (2.419). No município de Jaguariaíva, Bolsonaro teve sua marca mais expressiva, conquistando 66,5% dos votos (12.934) contra 17% de Haddad (3.326).
Cabo de Guerra
Se a disputa representa os dois extremos políticos entre direita e esquerda, algumas das propostas dos candidatos refletem bem estas diferenças e não deixam de ser polêmicas.
Se de um lado Haddad defende uma reforma na legislação para que a privação de liberdade seja aplicada apenas em casos de crimes violentos, do outro, Jair Bolsonaro se declara em defesa das vítimas da violência e quer acabar com as saídas temporárias de presos.
O porte de armas tem sido um dos principais assuntos discutidos durante a campanha. Enquanto Bolsonaro quer facilitar a liberação de armas para civis e aumentar a segurança jurídica para agentes de segurança durante o trabalho e para quem tiver sua propriedade invadida, Haddad pretende aprimorar o controle de armas. As diferenças ainda vão longe. Jair quer a redução da maioridade penal para 16 anos, enquanto Haddad pretende promover alterações na política de drogas.
Reta final
Após a disputa durante o primeiro turno, agora os candidatos traçam suas alianças partidárias para conseguirem apoio para o “segundo tempo” do pleito. Ciro Gomes, do PDT, tende a apoiar Haddad, enquanto Bolsonaro deve contar com o apoio de João Amoêdo, do NOVO. Os dois candidatos ficaram em terceiro e quinto lugar, respectivamente, no 1º turno.
Haddad ainda conversou com Marina Silva (REDE) e Guilherme Boulos (PSOL) para pedir apoio. Já Bolsonaro deve seguir a linha anti-PT e contar com apoios pessoais e não de partidos, como fez até agora em sua campanha.


