A paixão pelo esporte e adrenalina do atleta Anderson Jesiel Camilo estão levando o nome de Wenceslau Braz para o mundo o Moto Cross e Velo Cross. Em 15 anos disputando campeonatos Brasil a fora, o brazense vem colecionando medalhas e troféus. Ele conversou com a Folha e contou um pouco sobre a trajetória no esporte.
Aos 42 anos, Anderson começou a praticar o esporte em 2007. Ele falou um pouco sobre o lado bom da vida sobre rodas e as dificuldades que enfrenta para seguir competindo.
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Ele conta que, antes de virar atleta, a paixão por motos o levou para as pistas de terra. “Eu sempre gostei de moto e, para não arrumar problema nas ruas da cidade, comecei a treinar na terra. Daí pra frente foi virando um esporte e comecei a buscar caminhos para disputar campeonatos, mas não é fácil. A gente trabalha porque não consegue viver só do esporte, então tem que conciliar com o trabalho e os treinos”, disse.
Sua carreira começou no ano de 2007 e, logo no ano seguinte, já estava subindo ao pódio. “Primeiro campeonato que disputei foi em 2008 na Copa Norte Paranaense de MotoCross onde fui campeão da categoria MX Foça Livre” comentou. “Era uma época onde havia vários campeonatos e participantes da nossa região e as corridas aconteciam aqui nas cidades próximas”, completou.
Nos anos seguintes, Anderson conta que as coisas ficaram mais difíceis, pois as corridas regionais foram diminuindo. “Com o fim das competições que aconteciam aqui na nossa região ficou mais difícil conseguir patrocínios, pois a maioria dos campeonatos estão acontecendo em cidades maiores e isso não desperta tanto o interesse do pessoal da região em investir em patrocínio”, contou.
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Com isso, o atleta explica que para quem deseja competir profissionalmente as coisas ficaram mais difíceis devido a falta de incentivo ao esporte. “Profissionalmente ficou complicado por questão de custos e pela falta de incentivo. O que mantém a gente competindo é a fé e a força de vontade. É difícil, pois corremos com pilotos que tem uma estrutura maior, mas para realizar esse sonho continuo na luta”, explicou.
Atualmente, Anderson disse que conta com o apoio da empresa ProTork que disponibiliza equipamentos para ele participar das competições. “Tem o apoio da ProTork que ajuda um pouco, mas ainda temos que correr com o deslocamento para as cidades que tem competições, manutenção da moto e outros custos”, pontuou.
Apesar disso, ele conta que como hobby o Motocross e o Velocross são um santo remédio para saúde. “Para quem quer treinar como hobby é mais tranquilo, pois não é necessário um investimento grande e vale a pena. Se fizer o bem que faz para mim, é ótimo para qualquer pessoa, pois tira o estresse e é um esporte que faz bem para cabeça da pessoa”, comentou.
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CARREIRA
Após o título em 2008, o brazense continuou conquistando medalhas e troféus. Em 2010, foi vice campeão paulista da categoria Especial no MotoCross.
Anderson ainda teve em 2014 o ano mais vitorioso de sua carreira. Ele foi campeão da Copa Paraná de MotoCross nas categorias Força Livre Nacional e Nacional 230cc e da Prata Especial. Também foi campeão paranaense de MotoCross na categoria Light com a final disputada em Siqueira Campos.
Já no VeloCross, foi campeão da categoria Intermediária Nacional, Campeão da Copa Leste de VeloCross na categoria VX3. Também conquistou o 5º lugar na categoria intermediária especial na Copa ProTrok Minas Gerais.
Em 2015, foi vice-campeão da categoria VX3 Nacional e conquistou o primeiro lugar da VX3 especial. Também foi campeão Norte Paranaense de VeloCross e campeão da categoria Nacional Livre.
Em 2020, no Campeonato Paranaense de VeloCross, Anderson conquistou o quinto lugar na categoria VX3 Especial. Na Copa Leste Paranaense, foi campeão nas categorias VX3 Especial e VX4 Especial.
O último campeonato que disputou foi o Paranaense de VeloCross 2022. Foram seis corridas com somatória de pontos que definiram os campeões de cada categoria. Desta vez, o brazense conquistou o 1º lugar na VX3 Especial e o 4º lugar na VX4 Especial.
Agora, o atleta segue treinando e tem como próximo passo da sua carreira participar do Campeonato Brasileiro de VeloCross.