Uma onda de protestos tomou conta de diferentes rodovias em todo o Brasil após o resultado das eleições presidenciais deste domingo (30). Com isso, muita gente tem se perguntado porque as forças policiais simplesmente não acabam com os bloqueios. A Folha foi atrás da resposta.
Em conversa com representantes do Batalhão da Polícia Rodoviária Estadual do Paraná, a reportagem foi informada que a situação envolve diversos fatores que devem ser analisados antes de simplesmente deslocar equipes para um ponto de bloqueio.
De acordo com as informações da PRE, o primeiro ponto a se considerar é que não se trata de apenas um local de bloqueio, mas vários. Com isso, as equipes tem que se programar e planejar qual tipo de ação irá trazer a melhor solução.
Além disso, outras equipes estão em ação para definir rotas alternativas para que o fluxo do trânsito não seja totalmente prejudicado.
Conforme foi explicado, esse tipo de protesto ocorre de maneira dinâmica onde os pontos de bloqueios começam e terminam muito rápido e, com isso, os policiais buscam traçar uma estratégia mais concreta para lidar com a situação e, quase que literalmente, não perder a viagem.
A PRE ainda destacou que estas situações são delicadas e que é necessário agir em busca da segurança tanto de quem está protestando quanto de quem está querendo seguir viagem.
Por fim, são adotadas medidas como a aplicação de multas em caso de veículos que estejam obstruindo vias ou cometendo infrações de trânsito.



