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Sanepar apresenta projeto de desassoreamento do Lago Municipal de Cascavel

A Sanepar apresentou nesta semana em Cascavel o estudo hidrológico e as alternativas propostas para o desassoreamento e a conservação do Lago Munic...

A Sanepar apresentou nesta semana em Cascavel o estudo hidrológico e as alternativas propostas para o desassoreamento e a conservação do Lago Municipal da cidade. O trabalho fez parte do workshop das Bacias Hidrográficas, promovido pela Prefeitura e pela Sanepar como parte das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente. O início do trabalho está previsto para o dia 15 de junho, dependendo das condições climáticas.

O projeto de engenharia prevê a retirada de 21 mil metros cúbicos de sedimentos, a instalação de barreiras para contenção de sedimentos, a proteção das encostas e a proteção à fauna do local. Dentre as alternativas propostas está a destinação dos sedimentos retirados do lago para recuperar áreas em uma cascalheira, a 1,2 quilômetro do lago. As propostas foram elaboradas a partir dos levantamentos técnicos que compõem o estudo hidrológico do complexo Parque Paulo Gorski.

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Os trabalhos foram apresentados pelo coordenador de Gestão de Recursos Hídricos da Sanepar, engenheiro Raul Alberto Marcon, e pelo engenheiro da empresa Harmirisi, Adriano Jochem, contratada pela Sanepar para o processo de desassoreamento.

O secretário municipal de Meio Ambiente, Nei Haveroth, destacou que é dever de todos cuidar da água e do meio ambiente, sendo fundamental a participação da comunidade. “O que buscamos juntos é a sustentabilidade dos recursos hídricos do município”, disse. O projeto apresentado, segundo o secretário, destaca a preocupação do município e da Sanepar com os impactos e responsabilidades ambientais e a preocupação com a qualidade da água, com a fauna e com os frequentadores do Lago Municipal.

No workshop, os participantes fizeram sugestões sobre o trabalho a ser feito. “Todos os apontamentos serão levados em consideração, buscando o melhor para o lago e para a comunidade”, afirma Raul. Serão mantidas as ilhas onde já está consolidado o solo e que servirão de refúgio para os animais, sem interferir no volume de sedimentos a ser retirado do lago. Todo o processo e andamento das obras serão apresentados em novos eventos. A retirada dos sedimentos deve iniciar entre 15 de junho e 15 de julho.

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VISTORIAS– O gerente regional da Sanepar, Rodolpho Tanaka Savelli, mostrou o andamento dos trabalhos de vistoria técnica operacional que estão sendo feitos na bacia do Rio Cascavel. Todos os imóveis da área estão passando por inspeção para verificação das instalações hidráulicas. Segundo ele, na vistoria são verificadas se o imóvel está corretamente ligado ao sistema de coleta de esgoto, se a canalização da água da chuva está direcionada para as galerias de águas pluviais, e se a caixa de gordura foi instalada e se opera de forma adequada.

“Todo o sistema precisa operar regularmente para garantir a funcionalidade e a melhoria ambiental”, ressaltou.

A doutora em Engenharia Florestal da Unioeste, professora Irene Carniatto, falou da resiliência e sustentabilidade sob a perspectiva dos recursos hídricos; e a professora Lidinalva Rufino, representando a ONG Amigos dos Rios, mostrou que as diversas ações em parceria com a Sanepar e com a Secretaria de Meio Ambiente têm dado resultados positivos. De 1992 a 2020 houve um aumento de 232 hectares na cobertura florestal na bacia do Rio Cascavel.

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“A limpeza dos rios, proteção de nascentes, e educação ambiental são importantes ferramentas para a integração ambiental”, disse Irene Carniatto.

PRESENÇAS– O evento teve também a presença do presidente da Câmara de Vereadores, Alécio Espínola; dos gerentes da Sanepar, Evanor Cordeiro Pereira, Ester Amélia Assis Mendes; do coronel Rogério Lima Araújo, comandante do 4º Grupamento de Incêndio do Corpo de Bombeiros; da chefe do escritório regional do IAT, Marlise da Cruz; da doutora em Engenharia Florestal da Unioeste, professora Irene Carniatto;  de vereadores, secretários municipais, técnicos da Sanepar, da Sedest, do IAT, do Conselho Municipal de Meio Ambiente e representantes da comunidade.

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