A pandemia do coronavírus impactou os mais diversos setores da economia mundial, e no mercado de trabalho não foi diferente.
O alto risco de contaminação da Covid-19 afetou a produção industrial, o comércio e a prestação de serviços, resultando em medidas como redução de jornada de trabalho, salários, corte de gastos com funcionários e adaptação ao modelo de trabalho remoto.
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Em meio a tantas transformações, empresas, trabalhadores e profissionais autônomos precisaram se adaptar rapidamente para manter as atividades e a competitividade perante o mercado e tentar minimizar os impactos econômicos decorrentes do período atípico vivido.
Para muitos profissionais, é em tempos de crise como esse que a saída se mostra no empreendedorismo. Desde o ano de 2018, tem crescido o número de empreendedores jovens no Brasil, pessoas dos 18 aos 25 anos que escolheram como opção profissional, ter seu próprio negócio, na pandemia esse quesito cresceu ainda mais.
Em 2020, o relatório Monitor do Empreendedorismo Global (Global Entrepreneurship Monitor, em inglês) estimou que 50 milhões de brasileiros que ainda não empreendiam tinham planos de abrir o próprio negócio nos próximos três anos. Desse total, um terço teria a pandemia como principal motivação, mas dois terços têm tendência “natural” para empreender. O relatório foi elaborado pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ).
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Conforme o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em 2021, mais de 3,9 milhões de empreendedores formalizaram micro e pequenas empresas ou se registraram como microempreendedores individuais (MEIs), sendo um dos setores que mais se desenvolveu no Brasil.
Segundo o Sebrae, enquanto a pandemia forçou muitas pessoas a irem para o empreendedorismo por necessidade, ela também estimulou a busca desse meio de vida por oportunidade. O órgão avalia que a tendência de crescimento continuará nos próximos anos.
De acordo com o secretário de Indústria e Comércio de Wenceslau Braz, Fabio Machado de Almeida, o cenário de empreendedorismo atual é um dos mais promissores. “Passamos por uma crise financeira devido à pandemia e agora é um cenário positivo para esse setor. A questão do empreender foi muita oportunizada, a população começou tendo a necessidade de começar a empreender em casa e dependendo da qualidade foi se expandido. Diante disso, desde 2021 estamos trazendo diversos programas de qualificação profissional para esses pequenos empreendedores”, explica.
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Fabio aproveita a oportunidade para aconselhar os que queremos começar o próprio negócio. “A pessoa que quer empreender ela deve buscar, principalmente no seu município, e digo agora por Wenceslau, o Espaço do Empreendedor, onde se encontra orientação de alguns de nossos parceiros como o SEBRAE, por exemplo. Assim ela poderá ter a oportunidade de se estabelecer no mercado, principalmente para os microempreendedores individuais. Temos programas para auxiliar esse processo, com pessoas qualificadas para dar esse suporte e essa direção”, comenta.
Aos que se interessam em abrir o próprio negócio deve procurar a Sala do Empreendedor, localizada na Avenida Avelino Vieira, S/N, dentro da rodoviária. O local faz parte de um segmento da secretaria de Indústria e Comércio, oferendo diversos serviços como facilitação no processo de abertura de empresas, regularização e baixa, bem como serviços exclusivos aos Microempreendedores Individuais (MEI), entre muitos outros.