Buscar

Carregando...

Carregando favoritos...

Newsletter image

Assine nossa Newsletter

Junte-se aos mais de 10k+ de pessoas que serão notificadas por nossas novidades e notícias.

Não se preocupe, sem SPAM! Você pode cancelar a qualquer momento.

Confirmidade com a LGPD

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Ao continuar a utilizar o nosso site, você aceita o uso de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Uso.

Receba Notícias no WhatsApp

Cadastre-se para receber as principais manchetes diretamente no seu celular.

* Ao clicar em inscrever-se, você será redirecionado para o WhatsApp para enviar a mensagem de confirmação.

Publicidade
Anúncio

“É desumano pacientes terem que ir até Curitiba, quando temos um hospital para isso na região”, afirma prefeito

“É desumano pacientes terem que ir até Curitiba, quando temos um hospital para isso na região”, afirma prefeito

O desgaste sofrido nos últimos anos na Amunorpi (Associação dos Municípios do Norte Pioneiro) tem refletido diretamente no interesse e participação dos prefeitos na entidade.

Reuniões escassas, falta de expressão política, a Amunorpi tem caído no descrédito e está por um fio com diversos prefeitos, que aguardam uma posição mais contundente por parte da instituição, no que se refere a assuntos de interesse comum da população, como a ampliação do atendimento no Hospital Regional.

Continua após a publicidade

Atualmente a instituição é mais voltada ao atendimento neo natal, com a realização de 200 partos mensais. Contudo, o hospital ainda opera apenas com 60% de sua capacidade, tendo a possibilidade de receber outras especialidades e evitar que os pacientes do Norte Pioneiro tenham que se deslocar para outros centros à centenas de quilômetros.

Recentemente a Funeas (Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Estado do Paraná) assumiu a administração da entidade hospitalar, fato que, em tese, deve gerar um estudo para que o hospital seja otimizado e tenha sua estrutura melhor distribuída, no entanto, são apenas conjecturas sem data prevista para acontecerem.

Eclair Rauen - Prefeito de Jundiaí do Sul

A Folha Extra entrevistou o prefeito Eclair Rauen (DEM) de Jundiaí do Sul, que falou sobre suas expectativas para a associação em relação ao atendimento de saúde mais próximo da população. “A Amunorpi precisa trabalhar para que todos os municípios da associação sejam beneficiados e para que, no mínimo, o sofrimento das pessoas que já estão doentes, seja amenizado”, afirma.

Continua após a publicidade

A cultura do transporte na saúde gera um custo, mas, além disso, causa um prejuízo humano para pessoas que estão em tratamento ou acabaram de passar por uma cirurgia e precisam viajar horas, mal acomodados e às vezes até sem comer dentro de um veículo.  “Temos que manter o foco em trazer esse atendimento para perto de nós, mesmo porque, o hospital regional comporta esse atendimento, só precisa de um olhar diferenciado do governo para acontecer”, sugere.

“Eu sou radicalmente contra a ‘cultura do transporte’ na saúde, pois antes, quando alguém ia para Curitiba, por exemplo, era porque aqui já não havia solução, hoje, a ida para lá em busca de saúde se tornou corriqueira, porque estamos carentes de itens básicos na região”, continua.

Apesar de ter 73 leitos no total, além de atender o público-alvo, que atualmente são as gestantes através da obstetrícia, as únicas especialidades oferecidas são o ambulatório de ortopedia e a ginecologia, o que limita o alcance que a instituição poderia ter se oferecesse mais possibilidades clínicas.

Continua após a publicidade

A cobrança do prefeito Eclair é justamente no papel da associação, no que se refere à cobrança dos órgãos estaduais, para dar estrutura necessária para que o Hospital Regional seja uma referência no Norte Pioneiro.

“É hora da Amunorpi ver que os prefeitos estão se desinteressando, porque a associação não tem tido resultados para nossa região, precisamos cobrar coletivamente uma administração mais regional do nosso governo, visando que nossa população seja beneficiada. Hoje os prefeitos apanham sozinhos na questão de saúde com manutenção de veículos, diária de motoristas e um prejuízo humano enorme para quem precisa fazer esse deslocamento”, afirma.

Com aproximadamente 12 prefeitos participando efetivamente das reuniões, a Amunorpi tem se visto enfraquecida, contudo, o número reduzido de prefeitos, de acordo com Eclair, não pode ser uma justificativa para que nenhuma providência seja tomada. “Se cada prefeito reivindicar a questão do Hospital Regional junto ao seu deputado, acredito que sim, nós podemos reverter esse ‘turismo da saúde’ e dar mais dignidade aos nossos pacientes, proporcionando um atendimento próximo à essas pessoas”, declara.

Eclair ainda reforça que, caso a associação não tome providências quanto a ampliação deste atendimento, não tem mais razões para fazer parte da entidade. “Eu continuo participando ativamente da associação, mas se a Amunorpi não encabeçar uma campanha em prol dessa ampliação de serviços no regional, vou deixar a associação”, conclui.

Receba nossas notícias no WhatsApp!

Entre no grupo Folha Extra 01 e fique por dentro de tudo.

Notícia Anterior
UENP abre inscrições para Centro Internacional de Idiomas
03/12/2018
Próxima Notícia
STF arquivou ou enviou à 1ª instância maioria dos inquéritos da Odebrecht
03/12/2018