A troca de farpas entre três vereadores protagonizada no fim da última Sessão Ordinária da Câmara de Vereadores de Wenceslau Braz, realizada na segunda-feira (14), continua dando o que falar. Após o vereador Fernando Maluf citar um suposto áudio comprometedor que teria sido enviado pelo vereador Jorge Sabater a Robson Vilela, o arquivo se espalhou de vez nas redes sociais e tem dividido opiniões entre os brazenses.
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A Folha teve acesso ao áudio no qual o vereador Jorge Sabater estaria falando de situações polêmicas e cita o nome do atual vereador Robson Vilela. O referido áudio teria sido envia no ano de 2019 após aprovação de um projeto na Câmara de Vereadores. Veja abaixo o conteúdo na integra:
“Fala Robson. Viu Robson, o pessoal não tem o que falar. Agora o prefeito foi lá na Câmara de Vereadores e só jogou flores no povo lá. Agora eu ia sozinho enfrentar o prefeito? Jamais. Ele foi conciliar para que a Câmara fique em paz e nós jogamos flores nele também (risos). Fizemos nossa parte e temos mais um ano para agendar nossos exames, fazer nossas estradas para o pessoal, ainda mais que o secretário de obras estava junto. Então, temos que puxar o saco um pouco para ter benefícios lá na frente. O que nós tínhamos que fazer era não aprovar o empréstimo e não foi aprovado e votamos contra ele pra cassação. O que nós vamos fazer? Agora é tocar mais um ano aí e pensar na eleição no ano que vem. Falou ‘fio’, um abraço”, finaliza.
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DEFESA
A Folha entrou em contato com o vereador Jorge Sabater e abriu espaço para que ele pudesse manifestar sua defesa. Segundo ele, o áudio foi editado e não passa de uma armação política.
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Foto: Divulgação Câmara[/caption]
“Esse áudio foi na época do Paulo (ex-prefeito). Foi um áudio que vazou e começaram a soltar agora. É um áudio editado e até me colocaram dando risada. Aí o vereador Fernando tocou no assunto e citou também sobre uma estrada que foi pago o protocolo em 2020 e não foi feita pela gestão passada. Foi uma armação política e na época o Robson nem era vereador. Foi uma acusação para fazer parecer como se fosse trocado as mensagens nesse mandato”, rebateu o vereador.
“Foi no dia que foi aprovado o projeto do Paulo para comprar os caminhões. Na época o Robson trabalhava com o Paulo e ele me ligou e disse ‘Ué vereador, o que aconteceu que o senhor votou a favor?’, como era uma conversa em particular respondi em tom de brincadeira ‘Tem que puxar o saco’”, pontuou.
“Na época o projeto foi aprovado com meu voto que deu o placar de 5 a 4. O projeto era bom para a população, então eu votei a favor, mas o pessoal começou a falar que era troca de favor. Eram Quatro caminhões, um ônibus para Saúde com 44 lugares, uma retroescavadeira, um rolo compactador e um micro ônibus para Educação. Valor aproximado R$ 3,8 milhões. Financiamento pela Caixa FINASA”, explicou Jorginho.
O vereador também falou sobre o projeto da pavimentação de ruas que foi reprovado na gestão passada e aprovado para atual gestão. “Quando eles (gestão anterior) mandaram o projeto das ruas estava tudo misturado e junto com o dos caminhões e maquinários, uma bagunça. Devido a isso o projeto foi rejeitado e foi pedido que enviassem outro projeto. Com isso, mandaram o projeto dos caminhões e do maquinário que foi aprovado, mas nunca mais mandaram o das ruas”, finalizou.