Diante do cenário pandêmico que os brasileiros estão vivendo desde o ano de 2020, toda a economia mundial sofreu impactos, fator que afetou diretamente alguns setores, seja para melhor ou para pior.
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No mercado imobiliário a situação não tem sido das melhores. No ano de 2020, devido ao período atípico e o aumento no número de desemprego, houve uma queda mais que considerável no setor. De acordo com um balanço feito pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o ano de 2020 se encerrou com uma queda de 17,8% no número de lançamentos de imóveis, na comparação com 2019.
O mercado imobiliário de Wenceslau diferencia-se do resto da região, em razão de valores inacessíveis para a locação, compra ou venda. De acordo com o Corretor de Imóveis e morador do município, Alexandre Ferreira, um dos motivos dessa carência é a grande demanda do local. “Wenceslau está crescendo, porém, o mercado imobiliário não consegue acompanhar a demanda, fazendo com que o aluguel se torne o mais caro da região e os preços de venda sejam exorbitantes. Os valores são tão altos que se comparados as grandes cidades, como Curitiba, identifica-se um desequilíbrio entre o padrão de imóveis disponíveis no mercado”, explicou.
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O Corretor comenta também que, essa dificuldade se encontra em diversos municípios do Norte Pioneiro. “A dificuldade imobiliária é uma realidade na maioria dos municípios aqui da região. Podemos destacar as cidades como Arapoti, Siqueira Campos e Wenceslau Braz como sendo as que possuem maior demanda de necessidade nesta área”, enfatizou.
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Alexandre acrescenta ainda como a pandemia do coronavírus influenciou em vários aspectos o setor imobiliário da cidade. “Com a pandemia houve um aumento de pessoas migrando de grandes cidades para cidades interioranas, com Wenceslau Braz não foi diferente. Na busca pela qualidade de vida, cidades como Wenceslau se tornam interessantes para os cidadãos. Isso fez com que a demanda por moradia aumentasse, porém, o número de imóveis disponíveis no mercado não acompanhou esse movimento”, comentou.
A Folha perguntou para Alexandre sobre as expectativas do mercado neste novo ano de 2022. “A perspectiva de mercado é continuar aquecido com alta demanda de imóveis residenciais e comerciais tanto para a venda quanto para a locação. A tendência atual é uma migração de investimentos bancários, com baixa remuneração para o setor imobiliário em razão da segurança e estabilidade maior”, pontuou.
Para os interessados em adquirir ou alugar imóveis, Alexandre aconselha como iniciar a busca. “Existem ótimas oportunidades de negócios imobiliários em Wenceslau Braz e região. Oriento que toda e qualquer pessoa interessada em fazer investimentos nesta área deve procurar um corretor imobiliário credenciado para garantir uma boa e segura negociação”, finalizou.
SECRETARIA DE HABITAÇÃO
De acordo com o secretário de Habitação de Wenceslau Braz, Oswaldo Pinto Ribeiro Filho, o déficit habitacional se refere a necessidade física de novas moradias para a solução de problemas sociais e específicos de habitação, e é calculado a partir de quatro componentes, esses somados de forma em sequência para que haja uma compreensão dos parâmetros que envolvem a necessidade das novas habitações. “No último levantamento que fizemos aqui no município, foi constatado que temos um déficit habitacional em torno de 2.010 unidades”, comentou.
Oswaldo comentou ainda que, a prefeitura busca recursos para melhorar a moradia da população. “Atualmente estão andamento alguns programas como uma licitação de 49 casas populares a serem construídas em parceria com Governo Estadual, Cohapar, Caixa e FGTS. Também está em processo de documentação 225 lotes a serem urbanizados (área do antigo CTG) e um Programa de Requalificação Urbana com 66 casas em construção e 34 em reformas, com parceria BID/ Governo do Estado (Cohapar- SEJUF). Estamos trabalhando sempre para entregar o melhor para a população brazense”, finalizou.