Depois de quase dois anos de muito estudo, a vacina contra o vírus da Covid-19 foi finalmente desenvolvida e aprovada. Com isso surgiu a esperança que o fim da pandemia estaria cada vez mais próximo.
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Durante os estudos, foram desenvolvidas quatro vacinas contra o vírus, a Coronavac, do laboratório chinês Sinovac em colaboração com o Instituto Butantan, Astrazeneca da Universidade de Oxford, elaborada em conjunto com a Fundação Oswaldo Cruz, Pfizer do laboratório Pfizer em parceria com a BioNTech e a Janssen fabricada pela empresa farmacêutica norte-americana Johnson & Johnson.
A aplicação desses imunizantes se iniciou em no dia 17 de janeiro de 2021 e, a partir daí surgiram muitas dúvidas, como por exemplo se seriam realmente eficazes ou se era seguro toma-las.
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Mesmo com todas as informações distribuídas pelos mais renomados institutos de pesquisa do mundo, evidências científicas e comprovadas, muita gente ainda duvidou de que a vacina realmente funcionaria.
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Depois de meses, a vacinação avançou intensamente em todo Brasil e quanto mais a vacinação aumentava menos casos surgiam e se surgiam não apresentavam sintomas graves. Agora, no início do ano de 2022, começou uma nova onda de casos que fez novamente a população questionar a eficácia da vacina.
No norte Pioneiro, cerca de 90 % população adulta já se encontra vacinada com a 1° e a 2° dose do imunizante contra a Covid-19, mas muitos ainda não entendem por que as pessoas continuam a se contaminar, transmitir e até mesmo falecer mesmo imunizadas. A Folha foi atrás da resposta.
Neste início de 2022, os municípios que fazem parte da 19° Regional de Saúde de Jacarezinho já contabilizam 3.373 casos ativos da doença com 8 internações e 4 óbitos.
Desses óbitos, dois são do município de Santo Antônio da Platina, 1 de Jacarezinho e 1 de Joaquim Távora. Todos esses pacientes estavam vacinados, mas possuíam algum tipo de comorbidades que, junto ao vírus levou ao falecimento.
Para entender porque tudo isso está acontecendo, vale lembrar que a proteção contra o coronavírus acontece somente entre duas e quatro semanas depois da aplicação da segunda dose. Por isso, quem tomou a primeira dose ainda não está imunizado e pode contrair o vírus. E se recebeu a segunda dose, o efeito da vacina será pleno após um mês, mas mesmo assim não totalmente, porque nenhuma vacina é 100% eficaz contra o coronavírus.
Além disso, as mortes por Covid-19 relatadas após a vacinação geralmente têm relação com outras doenças, comorbidades existentes e faixa etária. Pessoas com comorbidades ou com idades mais avançadas costumam ter o sistema imune debilitado. Por isso, em casos de óbitos entre pessoas que tomaram a vacina, deve ser levado em conta o histórico médico e de doenças, além do tempo de imunização.
O diretor da 19° Regional de Saúde de Jacarezinho, Marcelo Nascimento e Silva, falou sobre como a vacinação está refletindo sua eficácia neste período de alta nos casos positivos. “Sabemos que a vacina não impede a contaminação, mas estamos vendo claramente que é eficaz. Com ela, evita-se que a doença evolua no organismo mantendo os sintomas leves ou moderados. Estamos vendo isso nas pessoas da nossa região que estão com o vírus ativo agora, a maior parte encontra-se com sintomas leves e isso já demonstra tudo. Apesar de disso, não podemos esquecer que algumas pessoas possuem comorbidades e por isso podem desenvolver sintomas mais graves”, comentou.
Marcelo falou ainda sobre a importância de manter os cuidados sanitários e completar o ciclo vacinal nas datas corretas. “Ressalto a necessidade de manter os cuidados preventivos, usar constantemente mascara, evitar aglomerações, e sempre manter a higienização das mãos. Além de concluir o ciclo vacinal, nas datas corretas, já que ela vai evitar que a doença evolua no organismo”, finalizou.