De acordo com levantamento realizado pela Secretaria Estadual da Saúde, município de Cambará está classificado como alto risco climático para proliferação dos mosquitos
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Com os focos voltados a questão do novo coronavírus e do início da vacinação, ultimamente as pessoas têm esquecido de outros problemas graves que afetam a população de diversos municípios paranaenses, como é o caso da Dengue. De acordo com o boletim epidemiológico da Dengue divulgado nesta terça-feira (02) pela Secretaria Estadual da Saúde (SESA), o Paraná tem atualmente 6 mil locais onde foram registradas a presença de pupas ou larvas do mosquito Aedes Aegypti, o mosquito da dengue.
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Ainda segundo o levantamento realizado pela SESA, o boletim divulgado esta semana mostra que o Estado concentra 2.270 casos confirmados da doença, o que representa 324 registros a mais do que os apresentados no informe anterior.
Na região do Norte Pioneiro, os números mostram 212 notificações da incidência do mosquito entre os 22 municípios que compõem a 19ª Regional de Saúde de Jacarezinho, dos quais ainda registram 11 casos confirmados da doença sendo que nenhum foi classificado como importado, isto é, quando a pessoa é infectada em outra localidade. Já na 18ª Regional de Saúde de Cornélio Procópio, que compreende 21 municípios da região, foram notificados 374 focos do mosquito e 56 pessoas diagnosticadas com a doença, sendo que apenas um caso foi considerado importado. Assim, a região tem 67 pacientes com a doença e 586 registros de focos da dengue somando-se as duas regionais.
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O informe desta semana ainda apresenta um mapa com o grau de risco climático da dengue por municípios, o que aponta uma escala climática que favorece a reprodução do aedes aegypti. Neste cenário, a SESA aponta o município de Cambará com classificação de alto risco para proliferação do mosquito da dengue.
O secretário Beto Preto lembra que a dengue é uma doença já conhecida e que pode levar a morte. “Estamos vivendo a pandemia pela Covid-19, mas as outras doenças não pararam de fazer vítimas e a dengue é uma delas. Porém, para prevenir a dengue, nós sabemos o que fazer, não é novidade. Precisamos acabar com espaços e objetos que acumulam água, esses são os criadouros do mosquito”, disse.
Em todo o Estado, foram encontradas larvas e pupas do mosquito em 6.125 locais. Entre eles, 2.283, ou 37,4%, estavam em recipientes plásticos, garrafas, latas, sucatas em pátios e ferro velhos e entulhos de construção.
Prevenção
Como já é conhecimento de todos, a melhor forma de prevenir a Dengue é eliminando os focos de criação do seu vetor, o mosquito aedes aegypti. Para isso, a população deve eliminar todo e qualquer tipo de local ou recipiente que possa acumular água, principalmente neste período de verão onde há uma alternância entre chuvas e calor, lembrando que as ações dos órgãos públicos devem contar com apoio e aderência por parte da população.
No sábado (30), o município de Jacarezinho e a 19ª Regional de Saúde realizaram um mutirão para eliminar possíveis criadouros do Aedes aegypti. A ação envolveu centenas de pessoas que percorreram bairros da cidade. O resultado foi a retirada de uma grande quantidade de lixos, entulhos e outros materiais que estavam em quintais e terrenos e que poderiam acumular água parada. No próximo sábado será realizado um novo mutirão, contemplando bairros que não tiveram a passagem das equipes neste primeiro dia de limpeza e completando a ação, percorrendo então toda a zona urbana de Jacarezinho
Redação com AEN.