Buscar

Carregando...

Carregando favoritos...

Newsletter image

Assine nossa Newsletter

Junte-se aos mais de 10k+ de pessoas que serão notificadas por nossas novidades e notícias.

Não se preocupe, sem SPAM! Você pode cancelar a qualquer momento.

Confirmidade com a LGPD

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Ao continuar a utilizar o nosso site, você aceita o uso de cookies, Política de Privacidade, e Termos de Uso.

Receba Notícias no WhatsApp

Cadastre-se para receber as principais manchetes diretamente no seu celular.

* Ao clicar em inscrever-se, você será redirecionado para o WhatsApp para enviar a mensagem de confirmação.

Publicidade
Anúncio

Produção de alimentos também precisa de mais chuva

Produção de alimentos também precisa de mais chuva

A vida de milhares de paranaenses tem sido afetada desde 2019 pela estiagem mais intensa das últimas décadas, que assola boa parte do Estado há cerca de um ano e meio. No Paraná, ao longo desse período, choveu em média 70% abaixo do esperado. Os reservatórios da Sanepar também estão com nível 70% abaixo do normal.

Continua após a publicidade

A seca interfere em todas as atividades. “Quando as consequências da falta de chuvas afetam estes três setores essenciais à sobrevivência, abastecimento de água, geração de energia e produção de alimentos, dizemos que estamos numa condição de seca extrema. É o que estamos vivendo, e o prognóstico não é muito positivo para o verão, quando costuma chover mais”, explica o hidrólogo do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), Arlan Scortegagna. A previsão do instituto é de que a estiagem se prolongue, pelo menos, até as próximas chuvas de verão – entre dezembro deste ano e fevereiro de 2021.

O engenheiro agrônomo Rubens Antônio Sieburger Costa, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-Paraná) é enfático: sem água é impossível produzir. “Sem produção, não há comida. Água é fundamental para a produção de alimento. E é sempre uma preocupação do agricultor quando e quanto vai chover para fazer o plantio e a colheita, e ter um produto com boas condições de consumo e nutricionais. Falta de chuva também interfere na qualidade daquilo que o produtor vai oferecer”, diz ele.

Continua após a publicidade

ABAIXO DO ESPERADO - Para o agricultor Otavino Rovani, a produção deste ano deve ficar aquém da expectativa devido à falta de água. "Este período longo de falta de chuvas nos afeta”, diz ele. “A produção e a colheita possivelmente ficarão abaixo do esperado. Não temos o costume de irrigar as lavouras, então, dependemos da chuva. Sem água, não temos agricultura. Sem agricultura, não temos alimento", ressalta.

Continua após a publicidade

Otavino, que também é engenheiro agrônomo há 47 anos, diz nunca ter visto uma estiagem tão intensa e prolongada. "Nasci no Rio Grande do Sul, moro em Guarapuava há mais de 40 anos e não me recordo de ter vivido uma seca como esta."

Relatório divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e Abastecimento informou, no início deste mês, que as chuvas registradas são insuficientes para a agricultura. E a Sanepar ressalta que são insuficientes, também, para normalizar a produção e a distribuição de água. É necessária ao longo dos meses uma chuva volumosa e constante para que os reservatórios comecem a se recuperar.

LODO AGRÍCOLA - O engenheiro agrônomo da Emater diz, em relação à produção de alimento no campo, que a atenção do agricultor deve estar voltada a algo bastante importante: a conservação do solo.

Ter um solo em condições de absorver e manter a água é essencial para uma ótima produção. Se houver pouca matéria orgânica no solo, a água da chuva cai, mas não vai permanecer ali por muito tempo. Se o solo for muito arenoso, boa parte da água vai percolar e se perder”, explica. “A preocupação com a conservação do solo existe, então, também para manter disponível a maior quantidade de água para as plantas até a próxima chuva.”

A propriedade de reter mais água no solo é um dos benefícios do uso do lodo agrícola, distribuído pela Sanepar a proprietários rurais. “A aplicação do lodo garante a adição de nutrientes e matéria orgânica ao solo. O lodo de esgoto desempenha o papel de condicionador do solo, melhorando a formação de agregados, a infiltração e a retenção de água”, destaca o engenheiro agrônomo da Sanepar, Rebert Skalisz.

Ele enfatiza, também, que com a correção da acidez do solo promovida pela cal virgem presente no lodo, as plantas desenvolvem maior enraizamento. “E, com isso, ocorre a melhoria na capacidade de absorção de água do solo”.

Para o uso agrícola, o lodo é corretamente tratado e são feitas análises do lodo e do solo, que garantem a qualidade do produto e definem a quantidade a ser aplicada em cada local.

Em 2019, mais de 27 mil toneladas de adubo produzido a partir do lodo de esgoto da Sanepar foram distribuídas a 122  agricultores de 46 municípios paranaenses. O lodo agrícola pode ser usado em culturas anuais, como soja, milho, feijão, trigo, cevada e aveia (cobertura); em culturas perenes, como café, grama, palmito juçara, goiabeira, cítricos, fruteira de caroço e amoreira (produção de seda); e em culturas florestais, como a da seringueira.

Histórico – A Sanepar iniciou em 2002 o uso agrícola do lodo de esgoto. Em 2016, o Programa da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), principal autoridade na definição da agenda ambiental mundial, divulgou a experiência de uso agrícola do lodo da Sanepar como um bom exemplo na conservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável. Agricultores interessados em participar do programa podem enviar e-mail para: lodoagricola@sanepar.com.br

 

Via: AEN.

Receba nossas notícias no WhatsApp!

Entre no grupo Folha Extra 01 e fique por dentro de tudo.

Notícia Anterior
Municípios do Norte Pioneiro são destaque no combate a Sífilis congênita
19/10/2020
Próxima Notícia
Folha Extra 2406
20/10/2020