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Trabalho de pedagoga que visita e motiva alunos em Ibaiti é destaque no Paraná

Trabalho de pedagoga que visita e motiva alunos em Ibaiti é destaque no Paraná

Edna Regina Leite da Silva faz semanalmente uma peregrinação porta a porta nas casas dos alunos para ver como eles estão durante a pandemia

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A dedicação de uma profissional da área da educação com os alunos de uma escola situada em Ibaiti, no Norte Pioneiro, ganhou destaque em todo o estado com direito a matéria publicada na Agência Estadual de Notícias, canal oficial do governo do estado, sobre o trabalho da pedagoga Edna Regina Leite da Silva.

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De acordo com o material publicado pela AEN, além das ferramentas utilizadas como os aplicativos e canais do Aula Paraná e de encontros virtuais como o Google Class Room, a pedagoga buscou uma maneira de estar mais próximo aos alunos de sua escola durante o período em que as aulas presenciais foram suspensas. Com isso, Edna realiza uma “peregrinação” de casa em casa para acompanhar como os estudantes estão.

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"Como a gente mora no Interior e a cidade não é grande, não é tão complicado. Tenho ido às casas para conversar, descobrir por que um ou outro está desmotivado ou deixando tarefas por fazer, se tem algum problema, do que estão gostando ou não. E também para conversar com os pais, que nos dão dicas", explica a profissional, que trabalha no Centro Estadual de Educação Profissional Seiji Hatanda pela manhã e no Colégio Estadual Antonio Martins de Mello à tarde.

A pedagoga conta que tem ido tanto a residências de alunos com atividades impressas – a minoria – quanto nas dos que estão estudando pela internet. Para quem mora na área rural, a entrega de uma atividade ou um breve encontro é marcado para quando algum membro da família vai à cidade. "Conhecemos todo mundo, a mãe de um que trabalha no mercado, o irmão de outro na padaria, não é difícil encontrar as pessoas. Um pedagogo também ajuda o outro, é uma corrente", relata.

 

ALUNOS

Ao todo a pedagoga coordena 180 alunos dos quatro anos do curso técnico de Informática no Seiji Hatanda e 124 de quatro turmas do 6º e 7º anos do Fundamental no Martins de Mello, sendo apenas cinco e 18 apenas com atividades impressas, respectivamente.

"Na educação profissional a situação está mais tranquila, já no fundamental temos identificado mais dificuldades com a tecnologia, internet", diz. De toda maneira o trabalho das andanças tem surtido efeito", diz.

Edna diz que ainda não contou quantos quilômetros está percorrendo em cada andança, mas que separa uma manhã ou mais por semana para fazer a caminhada e muitas vezes conta com a parceria da diretora do Martins de Mello, Raquel Bankes. "Antes da pandemia sempre fui a pé para escola, moro a três quadras dela. A outra (Seiji Hatanda) é mais distante do Centro e ia junto com os estudantes no ônibus escolar, então já estou acostumada a caminhar", revela.

A caminhada é uma das estratégias para acompanhar os alunos. Como o momento não permite uma proximidade física grande, conversas por aplicativos de mensagem também são aliadas. “Mando mensagens de bom dia e de motivação no privado. Essa proximidade me fez identificar, por exemplo, o momento difícil de aluna que tinha deixado de fazer as tarefas. A avó estava em estado terminal de câncer e necessitava cuidados. Acabou falecendo infelizmente, mas comuniquei a aluna que teria tempo para repor e também os professores, que entenderam a situação".

Apesar das dificuldades, a pedagoga diz que o esforço de todos revelou um lado bom. "É todo um novo processo de estudo e es estamos fazendo o possível para não perder os alunos. Os profissionais nunca estiveram tão juntos. Momento bom para estreitar laços das escolas com o núcleo de educação", ressalta.

 

Via: Redação com AEN.

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