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Moradores da região encontram quatro corpos em apenas cinco dias

Moradores da região encontram quatro corpos em apenas cinco dias

Nos últimos cinco dias, quatro corpos foram encontrados em diferentes pontos do Norte Pioneiro.

Em todas as situações, estes indivíduos foram encontrados por parentes ou moradores, alguns dias após a morte. Dois dos quatro casos envolviam pessoas idosas que moravam sozinhas e tiveram a causa do óbito atestado como natural pelos médicos plantonistas de cada município. Outros dois casos ainda permanecem sem solução por apresentarem circunstâncias suspeitas, porém, sem qualquer pista para investigação.

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O primeiro caso ocorreu em Pinhalão na sexta-feira (1), por volta das 21h40, quando um homem encontrou seu irmão Antônio Gomes de Oliveira, 78 anos, caído no chão do quarto onde dormia.

De acordo com o irmão, como Antônio morava nos fundos de sua residência, todos os dias ele verificava como estava o familiar e, ao ver o irmão caído, chamou o médico plantonista do município que, por sua vez, atestou morte por causas naturais. A equipe da Polícia Militar foi acionada, contudo, o município não possui delegacia de Polícia Civil própria, sendo a unidade da comarca localizada em Tomazina, onde o delegado responsável, Pedro Dini Neto, está respondendo também pela delegacia de Ibaiti.

A segunda ocorrência de corpo encontrado no fim de semana foi registrada em Jacarezinho, na tarde de domingo (3). A equipe da PM foi acionada por moradores do bairro Aeroporto informando que o corpo de um homem havia sido encontrado em um terreno atrás da capela mortuária.

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O corpo de Carlos Roberto de Campos, de 51 anos, não apresentava sinais de violência aparente. Em contato com familiares do homem, estes relataram aos policiais que Carlos foi visto pela última vez na noite do sábado (2) no Jardim Paraíso, na casa de parentes.

Diante da situação, as equipes da Polícia Civil e IML (Instituto Médico Legal) foram acionadas. O caso deve ser investigado pela delegacia do município.

A terceira situação, registrada na noite de domingo (3), ocorreu em Salto do Itararé. De acordo com o boletim de ocorrência, um homem encontrou seu irmão José dos Reis, de 72 anos, morto na residência. Ele apresentava lesões roxas nas costas, por isso foi levado ao pronto atendimento. O caso não chegou a ser encaminhado para a Polícia Civil, pois o médico atestou morte natural por alcoolismo crônico.

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Nos três casos apresentados é possível perceber que, além de os corpos terem sido retirados do local, não há perícia disponível na região, sendo as informações apresentadas meramente colhidas no “boca a boca”, sem laudo técnico do local de óbito, posição do corpo, marcas no local, etc.

A “carência” de recursos, tanto humana, quanto técnica não é uma exclusividade dos municípios citados, sendo que, todo Norte Pioneiro tem sofrido com o acúmulo e desvio de funções dos delegados e investigadores, além da falta de profissionais dotados de expertise científica, o que chancela a impunidade em grandes escalas.

Ao que tudo indica o quarto caso de corpo encontrado nos últimos cinco dias configura mais um desafio contra a omissão do sistema nas necessidades de uma polícia científica. Desta vez, o corpo de um rapaz foi encontrado em um córrego de Santana do Itararé nesta terça-feira (5), três dias após seu desaparecimento. Anailto Andrade dos Santos, de 29 anos, saiu da casa da namorada às 4h do último domingo (3) e não foi mais visto.

Seu corpo foi encontrado de bruços sem sinais de perfuração, contudo, o investigador que esteve presente notou uma possível lesão na nuca de Anaildo, levantando a hipótese de homicídio. O deslocamento do veículo do IML (Instituto Médico Legal), cuja unidade está à aproximadamente 130 km do local, demorou cerca de quatro horas.

Além dos fatores já pontuados, a violação da cena do crime é outro agravante na hora de coletar provas, infelizmente, a população acaba não respeitando o isolamento, também por falta de efetivo para bloquear o acesso ao local.

Miguel Chibani, delegado da 36ª Delegacia de Polícia Civil em Wenceslau Braz, será o responsável pelo caso de Anailto, e explica como a falta de estrutura na Polícia Civil afeta a investigação. “O servidor que precisa registrar boletins de ocorrência, auxiliar na custódia de presos, atender advogado, vítima e denunciante, orientar cidadão, comparecerá como ao local do fato?”, indaga, referindo-se ao acumulo de tarefas sobre o investigador de polícia.

Chibani explica que cabe ao investigador proceder com o levantamento de dados, como a gravação ambiental, testemunha, informante, documento, etc., no entanto, além de contar com apenas um profissional da área diariamente, os investigadores desempenham inúmeras funções que o impedem de cumprir seu verdadeiro dever, investigar. “Em certos casos, os mais graves, este servidor terá de ir ao local, mas, certamente, desguarnecerá a delegacia de polícia. No local, demoram-se horas para recolher o corpo, pois os médicos legistas ficam a 130 km de distância. Não há perito criminal para, por exemplo, fotografar o local, estudar a dinâmica da ação, recolher vestígios. Nada”, afirma o delegado.

“Repito, há bastante tempo inclusive, não investir na Polícia Civil é assegurar a impunidade”, finaliza.

O delegado aguarda o laudo do IML para prosseguir as investigações sobre a morte de Anaildo.

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