Texto Original: Portal Viagem e Turismo – Editora Abril - Adaptação e fotos: Folha Extra
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A pandemia de coronavírus trouxe inúmeras perguntas a quem tinha viagens marcadas, mas também coloca em dúvida como será viajar quando tudo isso passar. A seguir, algumas certezas e muitas suposições sobre o futuro do turismo
Quando vamos voltar a viajar?
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Na prática, só poderemos viajar com segurança depois que órgãos nacionais e internacionais, como o Ministério da Saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos Estados Unidos indicarem que é seguro fazê-lo.
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Antes disso acontecer, outros fatores vão fazer com que as pessoas se sintam seguras de novo, como o fim das quarentenas, a diminuição significativa ou total dos casos de coronavírus e a reabertura paulatina e cuidadosa de atrações turísticas. Porém, é imprescindível esperar que os órgãos de saúde, que são a autoridade no assunto, deem a palavra final. Todo o resto é ansiedade e especulação.
O mercado de turismo, como não poderia deixar de ser, tem as suas previsões. E algumas empresas lançaram mão de pesquisas com o intuito de entender como está o ânimo e o desejo do consumidor por esses dias. Segundo uma pesquisa realizada no final de março pelo buscador de passagens aéreas Skyscanner, 53% dos entrevistados acredita que será seguro viajar para o exterior a partir de setembro.
Já a pesquisa feita pelo Panrotas com os profissionais da área de turismo traz um otimismo maior: 80% dos trabalhadores do chamado trade de viagens têm esperanças de que a retomada aconteça a partir de maio e junho.
A verdade é que tudo dependerá da evolução da epidemia e, principalmente, da retomada dos voos. A especialista em Gestão Estratégica de Empresas Turísticas e supervisora do curso de turismo do Centro Europeu, Raquel Pazini, aposta que “algumas companhias aéreas estão sinalizando a retomada de alguns voos a partir de julho”.
Mesmo com o cenário incerto, agências de viagem já estão vendendo produtos para o segundo semestre. A Submarino Viagens afirmou que está estimulando seus clientes a iniciar “seu planejamento para viagens no segundo semestre, a partir de agosto”.
Esta semana, a CVC retomou o contato com seus fornecedores, como hotéis, empresas de passeios e de transporte locais, para começar a avaliar tarifas e disponibilidade para o final do ano.
Para onde vamos viajar?
Ao que tudo indica, as primeiras viagens após o fim da pandemia de coronavírus serão nacionais.
Segundo Raquel Pazini, especialista em Gestão Turística, “as agências estão projetando a retomada das viagens principalmente para as férias de final de ano, com foco em viagens pelo Brasil”.
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Mirante do Canyon Guartelá - Foto: Rede Globo[/caption]
Para a consultora, além das pessoas possivelmente se sentirem mais seguras viajando dentro do país, existe um fator econômico a ser levado em conta.
De acordo com os dados levantados, a região Nordeste está na mente dos consumidores como destino mais desejado quando a pandemia de coronavírus acabar. Em seguida, estão as praias regionais, a Serra Gaúcha e o Rio de Janeiro.
Na região dos Campos Gerais os internautas responderam que pretendem ir perto, elegendo o Canyon Guartelá, em Tibagi, como o primeiro local a ser visitado, em seguida aquele passeio tradicional pelo shopping Center, em Ponta Grossa.
Já no Norte Pioneiro, internautas apontaram o Morro do Gavião como o próximo local a ser visitado, mesmo quem já o fez. O Morro do Gavião, em Ribeirão Claro, é de fato um dos principais pontos turísticos ecológicos da região.
A intenção de viagem para o exterior ainda é baixa. Os primeiros colocados na pesquisa, a Europa e os Estados Unidos, tiveram 7,9% das intenções cada. Atrás deles, há os destinos da América do Sul (4,12%) e do Caribe (2,41%).
Já a Ásia e a África não receberam nenhum voto, o que indica que os brasileiros não pretendem fazer viagens para tão longe.
Mas nem todas as perspectivas são exatamente positivas. Infelizmente, existe também a possibilidade de existir um aumento do preconceito contra certos destinos ou a turistas de algumas nacionalidades, como os asiáticos. O que seria uma lástima, uma vez que um novo foco de transmissão do vírus poderá ocorrer em qualquer lugar do mundo. A informação junto com a prevenção e o discernimento continuarão sendo os melhores remédios para quem não abre mão de viajar.