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Barbosas

Barbosas

 

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Barbosas, na zona rural de Siqueira Campos, é um bairro com uma identidade forte e uma história que se mistura à história de grande parte de municípios do interior.

Depois do distrito da Alemoa, a série “O Interior do Norte Pioneiro” continua em Siqueira Campos para levar os leitores a uma viagem pelo pacato bairro rural dos Barbosas – que embora tranqüilo, tem toda uma identidade própria.

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Cerca de 10 km distante de Siqueira Campos, o local tem hoje aproximadamente 500 moradores e uma boa história. O povoado surgiu há décadas e no início a principal atividade, além da lavoura, era a extração de carvão mineral. Hoje, porém, só restaram histórias de túneis sob as casas e o nome do time de futebol local – Ouro Negro, que é uma das paixões dos moradores dali e um dos times amadores mais tradicionais de toda a região.

Depois o bairro contou com uma estação de trem, que trouxe movimento e deu vazão à produção de carvão. Mais uma vez os visitantes atuais não contam com maiores vestígios dessa época, exceto as histórias de quem presenciou e a própria linha do trem, que permanece cruzando uma das poucas ruas da localidade.

Como de praxe nesta série, além das boas histórias, as reclamações tendo o poder público como alvo também continuam em alta. Os Barbosas sofrem com a falta de pavimentação das ruas, já que apenas um pedaço de uma única das vias recebeu pedras sextavadas. Além disso, o posto de saúde também sofre crítica por parte dos moradores.

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“Essa rua foi calçada há 12 anos, e a promessa era de fazer o bairro todo, mas ficou só na promessa mesmo”, conta Antonio Luiz Vieira, que mora ali desde que nasceu e há 20 anos tem uma pequena “venda” justamente na parte calçada da rua em questão. “O postinho já foi bom, mas ultimamente está complicado viu. Médico aparece uma vez ou outra, e remédio nem pensar. A pessoa pode até se consultar aqui, mas vai precisar ir pra Siqueira atrás de remédio, então não adianta muita coisa”, reclama.

E sobre a época áurea do trem, Antonio guarda boas lembranças. “A estação era o único lugar aqui onde tinha TV e todo mundo se reunia por lá com esse objetivo. Em 1969 eu vi o homem supostamente pisar na lua ali na estação”, conta o desconfiado comerciante.

Além disso, outra grande marca do local é o já citado time de futebol. “O Ouro Negro joga com esse nome desde a década de 50, mas hoje em dia é com muito jogador da cidade. O povo ainda gosta, vai no campo ver o time, mas não é mais com a mesma empolgação de antigamente”, conta.

Por fim, embora hoje o bairro conte com até uma indústria alimentícia que gera dezenas de empregos, Antonio conta que o movimento já foi bem maior. “Antigamente era meia dúzia de casas só, mas tinha as pessoas que moravam nos sítios e fazendas e o movimento era muito maior do que é hoje, não tem nem comparação, parecia cidade mesmo”.

E o lugar, que é basicamente um retrato do interior brasileiro – com início na extração mineral, depois auge e declínio do trem, industrialização e êxodo rural – ainda mantém uma forte identidade genuína e valorosa.

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