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Abreus

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“O melhor lugar do mundo”

abreusEssa é a definição da família Santos, estabelecida no patrimônio dos Abreus, em Ribeirão Claro, há décadas e que se mostra apaixonada pelo pequeno vilarejo

A segunda parada da série de reportagens acontece no patrimônio dos Abreus, em Ribeirão Claro, onde o acesso é por uma bem conservada estrada de terra que tem ligação com a PR-151, entre Ribeirão Claro e Carlópolis.

E foi nos Abreus o primeiro fato curioso que a equipe de reportagem encontrou (ou melhor, não encontrou, neste caso): a ausência de pessoas. O vilarejo é dono de uma simpatia única, mas a primeira vista não havia pessoas ali.

A rua que leva até a igreja estava vazia, assim como a outra rua existente no patrimônio. Escola, posto de saúde e um pequeno comércio fechados. Quadra esportiva deserta, e com o detalhe de seus alambrados servirem como varal.

Avistar pessoas só aconteceu em uma segunda volta pelo vilarejo. E aí foi possível perceber que a simpatia não é exclusividade do local, sendo também uma marca dos moradores. A primeira a conversar com a reportagem foi Inês dos Santos, de 73 anos, e moradora dos Abreus desde o dia em que nasceu. Logo seu marido, Horácio, também chega e a conversa flui naturalmente, como se a equipe de reportagem e o casal fossem velhos amigos.

Após uns minutos de conversa chega o filho mais velho do casal, Domilson, e sua esposa, Elisângela. Enquanto ele é o responsável pela festa anual que acontece ali, ela é a responsável pelo posto de saúde, que faz atendimento uma ou duas vezes por mês, conforme a necessidade dos cerca de 50 moradores dos Abreus.

“Pra gente é o melhor lugar do mundo”, define Domilson. “Tenho uma moto 2004 que eu comprei zero e nunca tirei as chaves do contato, só quando vou pra cidade”, completa.

Após um café dono de um sabor único, a família Santos conta que algumas casas ali estão vazias, sendo de propriedade de antigos moradores que partiram para lugares maiores, mas que voltam regularmente em feriados e finais de semana.

Outra questão também levantada por eles é o baixo número de crianças do local, o que fez com que a escola dali parasse de funcionar, obrigando os alunos a migrarem para um bairro rural vizinho.

Além disso, também falta um lugar para se fazer compras, já o único comércio dos Abreus é um bar. “Se acaba o café tem que pedir pro vizinho”, brinca dona Inês. Apesar da brincadeira, se percebe que a vizinhança por ali de forma alguma negaria a dar o pó do café, como também haveria o convite para o apreciar em conjunto.

E assim, a equipe de reportagem vai embora, mas levando consigo a impressão de um lugar mínimo, e ao mesmo tempo único, um tanto quanto parado no tempo, mas dono de uma hospitalidade e um clima de paz raríssimos de se encontrar, mesmo no interior.

Por LUCAS ALEIXO

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