O número de atingidos pela chuva dos dias 6 a 10 de junho, em todo o Paraná, continua a subir. No boletim divulgado ao meio-dia desta quarta-feira (18) pela Defesa Civil Estadual, 782.522 pessoas constavam como prejudicadas pelo temporal. Das 163 cidades atingidas, 147 tiveram a situação de emergência reconhecida pelo Governo Federal. A chuva deixou 41.613 desalojadas no estado, sendo que 31.812 continuam desalojadas, 6.212 estão desabrigadas e 3.300 em abrigos. Onze pessoas morreram e 226 ficaram feridas.
Nos dias 13 e 14 de junho, voltou a chover forte em algumas regiões do Paraná, prejudicando 2.587 pessoas e ferindo duas. Os municípios mais atingidos foram Foz do Iguaçu e São Miguel do Iguaçu, no oeste; Mariópolis, no sudoeste; e Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais. Duas mil pessoas ficaram desalojadas e 15 desabrigadas, porém, ninguém mais está desalojado ou em abrigos. Estes números também foram divulgados no último boletim da Defesa Civil.
Inclusive, devido a essa chuva dos dias 13 e 14 de junho, o prefeito de Foz do Iguaçu, Reni Pereira (PSB), decretou nova situação de emergência no município, que já estava em situação de emergência por decreto estadual e com reconhecimento do governo federal pela chuva dos dias 7 e 8 do mesmo mês.
R$ 160 MILHÕES
O governo do Paraná solicitou na terça-feira (17) ao Ministério da Integração Nacional R$ 160 milhões para a reconstrução de estradas danificadas pela chuva que atingiu o estado principalmente enetre os dias 7 e 8 de junho. Segundo levantamento da Secretaria da Infraestrutura e Logística, 1.755 quilômetros foram prejudicados, e três pontes precisam ser reconstruídas. Há ainda 7.800 quilômetros de estradas rurais, que também precisam ser reparadas. O pedido foi formalizado na terça-feira, mesmo dia em que a presidente Dilma Rousseff (PT) sobrevoou a região da União da Vitória, no sul do estado, uma das cidades que mais sofrem com a enchente. O Rio Iguaçu, que corta o município está três metros acima do nível.
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