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Paciente denuncia precariedade no transporte e revela que ônibus dá "carona" até para pessoas que vão à praia

Paciente denuncia precariedade no transporte e revela que ônibus dá "carona" até para pessoas que vão à praia

A suposta situação precária do transporte público da secretária da saúde do município de Jacarezinho, fez com que a paciência dos passageiros que necessitam utilizar os ônibus e vans da prefeitura para se deslocar até outras cidades chegasse ao limite. Isso fez com que uma mulher que sofre de uma doença rara e,  aproximadamente seis meses dependente desse transporte para realizar seu tratamento, procurasse a reportagem da Folha Extra para uma série de denúncias.

“A situação só pode ser descrita como uma vergonha"

L.B pediu para não ter seu nome revelado, mas, em compensação, apontou uma série de problemas que vem acontecendo durante as viagens. “A situação só pode ser descrita como uma vergonha. Os ônibus que levam a gente são velhos e o novo que chegou estes dias já está quebrado. Os veículos não tem manutenção nem passam por limpeza, pois tem vezes que chegamos de Curitiba e já embarcam outros paciente para ir de novo. É um absurdo”, comentou.

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Ela ainda reclamou da falta de condições básicas para quem está doente. “As janelas não tem borrachas, não fecham e quando chove enche de água. Além disso, não tem cortinas no ônibus e a gente tem que improvisar com cobertas. Os bancos são sujos e os cintos de segurança estão quebrados. Não há dignidade”, reclamou.

Cortinas em estado precário prejudicam pacientes já com problemas de saúde

 

Como se os problemas relacionados às condições dos veículos não fossem suficientes, a mulher ainda faz outra denúncia grave. “No dia 28 de janeiro, uma mulher ficou esperando para embarcar junto com os demais pacientes em frente ao posto. Quando chegamos no posto que faz parada para o lanche, ela começou a falar que precisa ir logo se não perderia seu ônibus para Santa Catarina, pois ela ia para praia. Com isso os pacientes ainda tiveram que esperar ela ser a primeira a desembarcar na rodoviária”, revela revoltada.

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“Nesse mesmo dia, quando nós estávamos voltando de Curitiba para Jacarezinho uma outra mulher que estava voltando de Santa Catarina embarcou com duas crianças. Toda vez que vou fazer tratamento tem alguém usando o ônibus de carona para ir passear, fazer compras. É uma revolta saber que o dinheiro do povo está sendo gasto para financiar viagens a passeio desse jeito”, lamenta.

Segundo as denúncias da paciente, não bastasse a falta de segurança devido as condições precárias dos veículos da Saúde, a situação consegue ficar ainda pior. “Um dia nós estávamos voltando de Curitiba e o motorista passou com o ônibus em um bairro que não fazia parte da rota que nós estávamos acostumados. De repente, ele encostou e veio com uma placa enorme de madeira e colocou no corredor para trazer até Jacarezinho dizendo que era alguma coisa para saúde. Tem coisa que é difícil de acreditar, mas acontece”, relatou.

Diante de todos os descasos, a situação do “turismo de pacientes” de Jacarezinho para Curitiba vai se tornado cada vez mais perigoso. “Na semana passada, o ônibus que estava indo levar os pacientes pegou fogo no motor perto de Santo Antônio da Platina e as pessoas tiveram que perder suas consultas e voltar para trás. Além disso, os motoristas correm demais e não dormem, porque eles tem que sair daqui as 23h e voltar só no outro dia. Já teve vez de sair no domingo à noite daqui e chegar na madrugada da terça-feira”, aponta.

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O secretário de saúde de Jacarezinho, Marcelo Nascimento e Silva, confirmou a informação, de que o microônibus de fato, transportou uma pessoa que iria ao litoral. “Confirmo que chegou ao nosso conhecimento tal informação, e que o responsável pelo agendamento de viagem foi devidamente punido pela infração”, declarou.

“A informação que temos é que houve um pedido de um vereador, cujo nome não me compete revelar no momento”

O secretário ainda aponta que na época, houve um pedido de um vereador ao sistema de agendamento, para que a “carona” fosse viabilizada. “A informação que temos é que houve um pedido de um vereador, cujo nome não me compete revelar no momento”, afirma.

A respeito dos equipamentos quebrados e a falta de higiene, Marcelo Nascimento e Silva, mais uma vez confirmou à reportagem da Folha Extra, que algumas viagens foram realizadas com um veículo mais velho, devido os outros ônibus novos estarem parados para manutenção. O secretário afirmou ainda que os equipamentos, como bancos e cortinas quebradas, são frutos do vandalismo dos próprios usuários. “Os veículos novos ficaram parados por uma ou duas semanas e por esta razão, os pacientes tiveram que viajar em um ônibus secundário”, disse.

 

 

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